Nova York (EUA) – Depois de virar sobre a canadense Leylah Fernandez e garantir vaga nas oitavas de final do US Open, Jessica Pegula destacou a dedicação que a levou à elite do circuito. A norte-americana admite ser obcecada pelos treinamentos e conta que muitas vezes precisa ser interrompida pela própria equipe.
Nesta sexta-feira, a número 3 do mundo superou a canhota vice-campeã de 2021 por 1/6, 6/4 e 6/3, após 2h12 de confronto. A experiente tenista de 32 anos se recuperou depois de um início muito ruim e conseguiu impor seu jogo a partir da segunda parcial para confirmar presença nas oitavas pela quinta vez na carreira.
“Gosto de pensar que sou uma das jogadoras que mais trabalham. Cheguei ao ponto em que meus treinadores precisam me mandar parar, porque ficaria lá treinando saques por mais uma hora, devoluções ou alguma coisa que não senti que estava funcionando direito”, revelou Pegula.
Jessica Pegula keeps her US Open dream alive 🗽
The No.3 seed survives Fernandez 1-6, 6-4, 6-3! pic.twitter.com/qEezxKYBVJ
— US Open Tennis (@usopen) September 4, 2026
A norte-americana reconhece que passou a dosar melhor a carga com a maturidade. “Aprendi ao longo dos anos a trabalhar de forma um pouco mais inteligente, e não tão duro. Mas acho que essa é provavelmente uma das razões pelas quais cheguei onde estou hoje”, avaliou.
A esperança local também credita aos pais parte dessa dedicação. “Meus pais definitivamente me transmitiram uma forte ética de trabalho desde pequena. Nunca fugi de dedicar muitas horas ao que gosto de fazer. Acho que sou uma pessoa extremamente determinada. Faço algo que amo, quero continuar trabalhando e vendo os resultados. Isso sempre me motivou”, exaltou.
Reencontro com Cirstea
Em busca de vaga nas quartas de final, Pegula reencontra a também experiente romena Sorana Cirstea, 16ª pré-classificada, que avançou com vitória em sets diretos sobre a italiana Jasmine Paolini.
As duas se enfrentaram recentemente no WTA 1000 de Cincinnati, quando Pegula levou a melhor por 2 a 1, pela fase de oitavas. No geral, a anfitriã tem boa vantagem, com três resultados positivos em quatro encontros.
Pegula alcançou as semifinais na temporada passada e foi finalista em 2024, perdendo nas duas ocasiões para a líder do ranking, a bielorrussa Aryna Sabalenka. Além do título inédito, a norte-americana também briga para alcançar o topo do ranking pela primeira vez na carreira.
