Nova York (EUA) – Patrick McEnroe está otimista com a atual geração do tênis norte-americano, mas espera por resultados mais expressivos nos Grand Slam. Ex-capitão do país na Copa Davis e campeão da competição em 2007, ele entende que falta um jogador capaz de encerrar o domínio dos principais nomes do circuito.
“Temos muitos jogadores realmente bons agora. Na verdade, temos mais jogadores entre os 100 melhores, tanto no masculino quanto no feminino, do que qualquer outro país”, analisou o ex-top 30 em simples e que foi número 3 nas duplas.
Ao avaliar o atual cenário, McEnroe acredita que falta pouco para que o jejum de títulos seja encerrado, embora saiba das dificuldades diante do nível dos principais rivais. Ele ainda endossa o bom trabalho dos norte-americanos.
“Quando você não ganha um Grand Slam, as pessoas perguntam: ‘O que há de errado com o tênis norte-americano?’. Bem, há muita coisa certa. Mas precisamos daquele jogador que consiga romper essa barreira e ganhar um”, afirmou.
O último norte-americano a conquistar um Grand Slam foi Andy Roddick, campeão do US Open de 2003, e também o último do país a ocupar o topo do ranking. Durante a era do Big 3, formada por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, outros nomes também brilharam, principalmente nos casos do suíço Stan Wawrinka e do britânico Andy Murray.
Após esse período, o espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner passaram a dividir as grandes conquistas. Na edição deste ano do US Open, Alcaraz confirmou que volta para defender o título, após mais de quatro meses afastado por uma lesão no punho. Atual líder e vice em 2025, Sinner está fora com problema no joelho direito.
“Quando Federer, Nadal e Djokovic começaram a envelhecer, você pensava: ‘Tudo bem, talvez haja uma pequena abertura’. Então aparecem Jannik Sinner e Carlos Alcaraz. Eles dominaram os Grand Slam”, destacou McEnroe.
“Você vê as ‘zebras’ acontecerem um pouco mais nos torneios de melhor de três. Mas, quando chega aos Grand Slam, com partidas em cinco sets, nos maiores palcos do tênis, se esses caras estão no seu melhor, basicamente têm sido imbatíveis”, reconheceu.
Os Estados Unidos chegam ao US Open com vários jogadores em bom momento. Ben Shelton e Taylor Fritz estão entre os principais candidatos do país, enquanto Frances Tiafoe, Brandon Nakashima e o jovem Learner Tien também vêm conseguindo bons resultados na temporada.
Fritz foi quem chegou mais perto de acabar com o jejum. Finalista do US Open de 2024, com derrota justamente para Sinner, ele se tornou o primeiro norte-americano a disputar uma decisão masculina de Grand Slam desde Roddick em Wimbledon de 2009.
Shelton também já sabe o que é chegar longe em Flushing Meadows, onde foi semifinalista em 2023. O canhoto de 23 anos acaba de conquistar o bicampeonato do Masters 1000 do Canadá, desta vez na edição de Montréal, sem perder um set sequer.
Fritz, por sua vez, ganhou o ATP 500 de Washington, também no piso sintético, e fez quartas do Masters 1000 de Cincinnati, derrotado justamente por Nakashima nesta sexta-feira. Com o resultado, Nakashima está entrando provisoriamente de forma inédita no top 20. Ele já vinha embalado após o vice no Canadá.
