Nova York (EUA) – Jasmine Paolini reconheceu que a falta de ritmo pesou na vitória pela primeira rodada do US Open. Após quase dois meses longe das competições por uma lesão no pé direito, a italiana precisou de três sets para superar a eslovena Veronika Erjavec, 106ª colocada do ranking.

“Não foi minha melhor partida, mas jogos assim, com altos e baixos e muita luta, podem me ajudar para a próxima. Estava nervosa antes e durante a partida”, reconheceu a ex-top 4 Paolini após triunfar por 6/3, 3/6 e 6/4, em 1h46 de confronto.

A cabeça de chave 19 explicou que priorizou o trabalho físico durante a recuperação. “Treinei bastante fisicamente, principalmente na academia, fazendo o que podia sem sobrecarregar o pé. O ritmo de jogo só vem disputando partidas”, avaliou a experiente tenista de 30 anos.

Paolini disse que sentiu as maiores dificuldades nos momentos decisivos do confronto. “Minhas pernas não funcionavam. Tinha dificuldade para me movimentar e encontrar os golpes”, comentou em entrevista à Sky Italia.

A atual número 21 do mundo ainda revelou que sentiu falta de competir durante a recuperação. “Gosto muito de jogar tênis e senti falta neste mês. Assisti pela televisão, vi o Flavio Cobolli em Cincinnati. Senti falta de competir, mas agora quero elevar o nível”, destacou.

A italiana terá pela frente a compatriota Lucrezia Stefanini, que furou o qualificatório e embalou para eliminar a ucraniana Dayana Yastremska, também em três sets. Paolini venceu os dois duelos contra a 119ª do ranking mundial.

Retomada com Marc López

Paolini também falou sobre o retorno do espanhol Marc López à sua equipe. Ela admitiu que a falta de comunicação pesou para o fim da primeira tentativa no trabalho entre ambos. “Com Marc sempre tive uma boa relação, mesmo quando não trabalhávamos mais juntos. Às vezes nos falávamos. No ano passado faltou um pouco de comunicação, então foi isso que conversamos”, admitiu.

Confiante de que possa desempenhar um bom trabalho com o ex-top 3 em duplas, Paolini celebrou a volta do agora treinador. “Estou muito feliz por voltar a trabalhar com ele, mas a comunicação precisa ser a base, porque não queremos cometer o mesmo erro”, completou.

Admiração por Federer

Paolini aproveitou a estreia vitoriosa para falar sobre o ídolo Roger Federer. Ela confidenciou ter acompanhado a recente homenagem ao suíço, introduzido no Hall da Fama. “Não chorei, mas quase. Assisti a alguns vídeos hoje de manhã quando estava vindo para cá”, comentou.

“Ele é meu ídolo, mas também um dos maiores representantes que nosso esporte já teve, não apenas pelos títulos, mas também pela personalidade”, exaltou a italiana.