Nova York (EUA) – Bicampeã do US Open, Naomi Osaka chega confiante para mais uma participação no último Grand Slam da temporada. Cabeça de chave 13, a japonesa estreia contra a russa Anastasia Zakharova e aposta no bom retrospecto em Flushing Meadows para ir novamente longe no evento. Elas duelam nesta segunda-feira, por volta de 22h (horário de Brasília).

“Meu objetivo é o mesmo que tenho em todos os torneios que disputo. Acho que sempre digo ‘espero’, mas, se me preparar bem e fizer meu trabalho, vou longe. Não quero dizer ‘espero’ novamente, mas vou longe”, afirmou Osaka.

A japonesa também destacou o bom histórico em Flushing Meadows. “Acho que tenho um retrospecto muito bom aqui, então posso me apoiar nisso e usar isso para ganhar confiança. Estou me sentindo bem. Venho de Toronto e foi um resultado muito bom para mim. Então vamos ver o que acontece”, prosseguiu a experiente tenista de 28 anos.

Vencedora nas edições de 2018 e 2020, Osaka decidiu não disputar o WTA 1000 de Cincinnati depois da campanha em Toronto, onde caiu nas quartas de final. A ex-número 1 explicou que a decisão não teve relação com sua preparação para Nova York, mas com a necessidade de passar um período ao lado da filha.

“Sinto que disputei muitas partidas. Sinceramente, esta é a superfície em que me sinto mais confortável, mas acho que as pessoas esquecem que meu principal trabalho é ser mãe. Isso aqui é meio que meu ‘bico’. Acontece que sou muito boa nisso. Minha filha precisava que eu estivesse em casa, então senti que essa era a prioridade”, comentou Osaka.

A japonesa também falou sobre a possibilidade de a filha seguir seus passos no esporte. Ela disse não ser contra a ideia, mas não pretende incentivá-la diretamente. “Acho que o esporte é muito bom para as crianças. Ensina disciplina e todas essas outras coisas. Há muitas características que tenho e de que gosto que sei que adquiri por meio do esporte”, explicou.

“Ela adora ficar balançando sua pequena raquete e, na verdade, ainda nem entrou em uma quadra de verdade. Talvez eu atualize vocês daqui a alguns anos”, brincou a ex-líder da WTA.

Osaka ainda comentou sobre o espaço que a moda ganhou em sua passagem por Nova York. “Sinceramente, nada do que faço é para fazer uma declaração. Simplesmente faço as coisas que amo e sinto que as pessoas se identificam com isso. Fico muito feliz e grata por isso”, resumiu.

A atual número 13 do mundo citou o ex-jogador da NBA Allen Iverson como uma de suas referências. “Para mim, ele é um pioneiro. É alguém que admiro muito, porque fez muita coisa na moda, intencionalmente ou não, e mudou a maneira como os jogadores da NBA se vestem. Quando se fala de roupas no esporte e de se expressar por meio do estilo, é alguém que admiro”, destacou.