Washington (EUA) – Kei Nishikori tem aproveitado seus últimos meses como profissional para refletir sobre a carreira. Em ação no ATP 500 de Washington, onde faz um duelo de gerações com Rafael Jodar nesta quarta-feira pelas oitavas de final, o japonês admitiu sentir falta de um grande título em seu currículo.

O atleta de 36 anos garantiu que sente orgulho de sua trajetória, embora não esteja completamente satisfeito. Ex-número 4 do mundo, em março de 2015, ele teve como principal resultado o vice-campeonato do US Open de 2014, quando foi derrotado pelo croata Marin Cilic na decisão, com triplo 6/3. Nishikori venceu Novak Djokovic, principal favorito, nas semifinais.

“Há muitas coisas passando pela minha cabeça. Claro que estou feliz com minha carreira, mas, ao mesmo tempo, não consegui ganhar um Grand Slam. Também não tenho um título de Masters 1000, então sinto que isso ficou faltando”, reconheceu.

Ao analisar sua trajetória, Nishikori admitiu viver um misto de satisfação e frustração. Prejudicado por diversas lesões, o nipônico acredita que poderia ter ido ainda mais longe. “Estou 50% feliz e 50% não feliz. Tenho que lembrar que fui o primeiro homem asiático a chegar a essa posição no ranking. Preciso ficar feliz com o que consegui”, exaltou o veterano.

Campeão de Washington em 2015, Nishikori enfrenta Jodar, de apenas 19 anos, pela primeira vez. Eles medem forças por volta de 21h (horário de Brasília). “Estou ansioso para jogar contra ele. É um jogador muito potente, rápido, está em ascensão e será uma boa oportunidade para mim”, elogiou o japonês.