Nova York (EUA) – Responsável por impor ao sérvio Novak Djokovic uma raríssima derrota em estreias nos Grand Slam, sendo a primeira delas no US Open, o argentino Mariano Navone não conseguia esconder a felicidade por ter vencido não apenas um dos maiores nomes da história do tênis, mas também um dos seus ídolos.

“Com certeza é a melhor sensação que já tive, ainda mais em uma quadra incrível. É incrível a maneira como joguei os cinco sets contra o ‘Goat’. Estou muito feliz e não tenho mais nada a dizer”, falou Navone em sua entrevista em quadra, depois de mais de 4h de jogo e cinco sets para derrotar Djokovic.

“É inacreditável, significa muito para mim. Antes da partida estava duro, pois iria enfrentar o maior em um palco que ele está mais do que acostumado a jogar. É um sonho que virou realidade. Agora tenho que me recuperar, tentar dormir e seguir em frente”, acrescentou o argentino.

Na entrevista coletiva, Navone manteve o discurso e exaltou a grande vitória. “Nunca tinha jogado no Arthur Ashe e enfrentei Novak pela primeira vez. Também foi minha primeira vitória em cinco sets, então é um momento que vou me lembrar por muito tempo. É algo importante para mim e pelo desenvolvimento do meu jogo. Com certeza é um dos melhores momentos que tive no tênis”.

Mental foi decisivo

O argentino destacou que as coisas que mais o ajudaram na vitória foram o mental e o foco em seu próprio jogo. “É difícil de dizer, a partida terminou muito tarde e foi bem dura. Foi a primeira vez que joguei contra Novak, em um dos maiores palcos do tênis. Ele nunca havia perdido na estreia que em 20 anos, isso é uma coisa maluca. Acho a parte mental o principal”, observou.

“Estava mais preocupado com as coisas do meu lado e não ficava olhando muito para ele. No quinto set eu tive certeza que estava com problemas, mas Novak é o maior de todos e sempre encontra saídas para os momentos difíceis, por isso tinha que focar no meu lado e na minha estratégia”, comentou o tenista de 25 anos, atualmente na 49ª colocação do ranking.

Navone reconheceu que o último set foi mais cômodo, embora também tenha ponderado a importância de sempre se manter atento e ativo. “Novak estava com a energia baixa e lutando menos, mas até chegar aí foram quatro horas”, brincou o argentino.

Lembrança de duelo com Nadal

Muito respeitoso ao tamanho de Djokovic e à importância que foi vencê-lo, Navone contou que além do grande rival do outro lado teve que superar também a novidade que era jogar no Estádio Arthur Ashe, com todos os holofotes e barulho que são característicos ao maior palco do tênis.

Destacando o tamanho do feito, ele garantiu que entrou em quadra buscando a vitória e inclusive lembrou de um duelo com o espanhol Rafael Nadal, dois anos atrás, que o ajudou a ter confiança de que poderia vencer Djokovic.

“Estive perto de vencer Rafa em Bastad em 2024, perdi no terceiro set por 7/5. Foi uma partida desafiadora para mim. Você cresce vendo esses caras, por isso significa muito. Quando você tem a chance de jogar contra esses caras você quer vencer, é um sonho que vira realidade”, comentou Noavone.