Nova York (EUA) – Embora tenha sentido desconforto no tendão de Aquiles, um problema que a incomodava desde a temporada de grama, precisava de tratamento do fisioterapeuta, para a japonesa Naomi Osaka o maior problema que encarou em sua partida de terceira rodada no US open era o seu tênis.
“Não tenho problema em perder uma partida se acho que estou jogando bem, mas senti que estava jogando muito mal. Este é o meu torneio favorito e foram várias emoções negativas que me fizeram sentir que não queria sair dessa forma”, disse a japonesa após vencer a belga Elise Mertens em três sets.
Com alguma ajuda da sua adversária e muita determinação, Osaka manteve viva a sua participação no US Open. A japonesa terminou com 39 winners e 41 erros não forçados. Não foi a atuação que ela desejava, e seu forehand foi o principal motivo de sua frustração.
“Acho que fui muito dura comigo mesma porque sentia que não estava jogando bem. No fim das contas, foi por isso que tive tantas dúvidas, porque sentia que não conseguia sentir meu forehand e esse é um dos meus melhores golpes. Meu saque estava razoável. Senti que meu aproveitamento estava bem baixo”, analisou.
Osaka também explicou como uma má fase pode afetar rapidamente sua confiança. “Eu sou o tipo de jogadora que mantém uma espécie de lista de números na minha cabeça e quando eles ficam muito baixos, isso me deixa muito para baixo”, comentou a nipônica.
Em vez de tentar forçar o forehand que não conseguia sentir, ela optou por prolongar os pontos com um toque mais suave. “Comecei a pressionar bastante, porque queria ver se ela tinha coragem de arriscar bolas vencedoras e tentar a vitória. Felizmente para mim, ela cometeu alguns erros”.
Na próxima rodada ela enfrentará a número 2 do ranking Elena Rybakina, contra quem espera algo diferente. “Acho que só quero me divertir durante a partida. Acho que essa partida foi muito intensa emocionalmente e eu só quero me divertir”, finalizou a japonesa.
