Mário Sérgio Cruz
De São Paulo, Especial para TenisBrasil
Tudo era muito novo para Nauhany Silva quando ela disputou a edição inaugural do SP Open, há um ano e conseguiu uma vitória inédita na WTA contra Carol Meligeni. De volta ao torneio em sua cidade natal e nas quadras onde jogava desde a infância, Naná carrega na bagagem uma experiência maior no alto nível, tendo disputado os quatro eventos do Grand Slam como juvenil, além do quali do WTA 1000 de Madri entre as profissionais. E aos 16 anos, se sente melhor integrada ao circuito.
“Cada vez mais eu tenho jogado torneios profissionais. Então, estou cada vez mais perto do circuito”, disse Nauhany Silva a TenisBrasil, durante a coletiva imprensa da última segunda-feira. “No Grand Slam, eu consegui ver bastante a Sabalenka e os melhores do mundo treinando. Então estou ganhando um pouco mais de experiência. Acho que do ano passado pra esse ano, já estou mais experiente. Mas só de estar aqui já é uma oportunidade de aprender bastante”.
“Estou muito feliz de estar participando mais uma vez do SP Open. Eu jogo nessas quadras desde pequenininha, com o meu pai, desde os 7 anos. E estar aqui jogando o meu segundo WTA é muito importante para mim. Vou curtir estar nas quadras do Villa Lobos mais uma vez com a torcida brasileira e ir com tudo amanhã. Ou qualquer dia da semana, já que com essa chuva, tá difícil”, brincou a jovem paulista, que estreia contra a australiana Astra Sharma.
Naná também falou sobre o momento da nova geração brasileira e da amizade que tem com nomes como Victória Barros e Guto Miguel. “É muito bom porque eles estão vindo junto comigo. Eu acabo vendo a Victória bastante nos torneios também e a gente acaba ficando muito tempo juntas”.
“A gente se conhece desde os nove anos, quando eu jogava a Copa Guga com ela. A convivência é bem legal. A gente tá fazendo dupla agora e se dá muito bem fora de quadra”, comentou a respeito da potiguar, também de 16 anos.
“O Guto eu conheço já faz uns três anos. E acho que dá certo a gente estar sempre junto nos torneios. Agora todo mundo está começando no profissional. E cada vez mais a gente consegue chegar próximo dos nosso objetivos”, complementou.
Velocidade do saque chama atenção
Vinda de uma campanha até as quartas de final no US Open, a melhor da carreira em um Grand Slam de simples, Naná também se destacou pela velocidade do saque, a 120 mph, o equivalente a 193,1 km/h. Se comparada com as marcas estabelecidas por jogadoras profissionais só ficaria atrás de Alycia Parks com 197,9 km/h e Coco Gauff 194,7 km/h.
“O segredo desse saque é treinar todo dia, a semana inteira, de segunda a sábado. Não tem muito segredo, não. Mas é difícil!”, disse, com bom humor. “Perguntam disso muito para o meu pai [Paulo] e ele responde a mesma coisa, muito trabalho, mas também muito estímulo. Acho que desde pequenininha meu pai me incentivou a sacar forte e bater forte na bola. Então eu foi muito estimulada para hoje estar sacando assim”.
