Cincinnati (EUA) – Brandon Nakashima não precisou apresentar seu melhor tênis para conseguir uma das maiores vitórias de sua temporada. O norte-americano superou Taylor Fritz nas quartas de final do Masters 1000 de Cincinnati e, pela segunda semana consecutiva, está em uma semifinal de torneio deste nível. Para ele, a capacidade de superar momentos de desgaste físico e mental é um dos principais sinais de sua evolução.
“Hoje não foi nada fácil. Enfrentar alguém como Taylor nunca é simples. Além disso, eu também estava lutando comigo mesmo, mental e fisicamente, me sentindo um pouco cansado em alguns momentos, mas tentando encontrar uma maneira de seguir em frente e conseguir fechar no final”, afirmou Nakashima em entrevista à Tennis Channel.
A vitória por 7/6 (11-9), 4/6 e 6/3 foi a segunda de Nakashima em seis confrontos com Fritz, novamente em Cincinnati. O norte-americano chegou a perder o saque no início do terceiro set, mas reagiu rapidamente e terminou a partida com quatro games consecutivos.
Para Nakashima, conseguir vencer em dias nos quais o jogo não encaixa completamente representa um avanço importante. Ele destacou também a influência de sua equipe para conseguir manter a concentração nos momentos mais difíceis.
“Quando estou em quadra e as coisas não saem como você quer ou você não se sente muito confiante, começa a se frustrar mais facilmente. Ter uma equipe no banco que mantém uma atitude positiva e ajuda a continuar lutando é importante. Tentar encontrar uma marcha extra, especialmente em partidas como esta, quando você não está jogando seu melhor tênis ou está um pouco cansado, é realmente importante. É uma demonstração do seu caráter como jogador.”
Confiança no forehand
Uma das principais armas de Nakashima contra Fritz foi novamente o forehand. O norte-americano terminou a partida com 12 winners, contra 17 do adversário, mas cometeu dez erros não forçados a menos: 21 contra 31. A confiança no golpe, segundo ele, também cresceu durante a sequência de resultados nas últimas semanas.
“Sempre senti que posso bater bem de direita e ser agressivo com esse golpe. Tratava-se apenas de fazer isso quando realmente importa ou quando chegam os momentos de pressão. Tenho muita confiança na minha direita nessas situações. Mesmo que eu erre algumas bolas ou cometa erros nesses momentos, trata-se de continuar acelerando o golpe. Se eu confiar em mim mesmo, sei que no final posso jogar muito bem.”
O resultado em Cincinnati confirma a grande fase do norte-americano. Depois de chegar à final do Masters 1000 de Montréal na semana passada, Nakashima alcançou sua segunda semifinal consecutiva e já aparece projetado na 16ª posição do ranking. Caso avance à decisão em Cincinnati, poderá chegar ao 11º lugar.
Boa sintonia com Ferreira
A evolução também acontece sob o comando do treinador sul-africano Wayne Ferreira. Naskashima destacou a sintonia entre os dois e a experiência do ex-jogador para entender o que ele precisa durante as partidas.
“Ele tem uma personalidade bastante tranquila e relaxada na maior parte do tempo, e acho que combina muito bem com a minha personalidade em quadra. Além disso, foi um jogador de alto nível, então sabe quando precisa apertar um pouco mais, quando falar mais ou quando dizer menos durante as partidas. Até agora tem sido ótimo. Construímos uma boa relação e também estamos nos divertindo juntos”, disse o norte-americano.
Na semifinal, Nakashima enfrentará o compatriota Frances Tiafoe, que bateu o italiano Lorenzo Musetti por 7/6 (7-2) e 7/5 na sexta-feira. Tiafoe leva ampla vantagem no confronto direto, com seis vitórias em sete jogos contra o rival — todos em quadra. A única vitória de Nakashima aconteceu no ATP 500 de Tóquio em 2024.
