Cincinnati (EUA) – Campeão do Masters 1000 de Cincinnati em 2019, Daniil Medvedev reconhece que algumas coisas mudaram com o passar dos anos. Aos 30 anos, o russo quer voltar a competir em alto nível e resgatar o espírito aguerrido de quando era mais jovem.

O ex-número 1 do mundo conta com a experiência para lidar com as emoções dentro de quadra, está confiante de que pode retomar a boa forma e assegura estar focado para fazer bonito nas quadras sintéticas do verão norte-americano.

“Eu gostaria de recuperar aquele fogo interior que tinha naquela época, por volta de 2019. Um pouco mais de fogo que, com o conhecimento que tenho agora, poderia canalizar corretamente”, afirmou Medvedev antes da estreia em Cincinnati. Ele é o cabeça de chave 4 e abre campanha diante do quali argentino Marco Trungelliti. O sul-americano bateu o russo no saibro do challenger de Todi em 2016.

Foi justamente no torneio de Ohio que o moscovita conquistou seu primeiro título de Masters 1000, há sete anos. Naquela temporada, Medvedev viveu uma grande sequência no verão norte-americano e chegou a seis finais consecutivas, incluindo o vice-campeonato no US Open.

“Essa vontade vem da juventude. Quando você é mais jovem, sempre tem um pouco mais de vontade. Conforme envelhece, precisa usar essa sabedoria para canalizar o fogo que tinha antes”, filosofou o atual sétimo colocado do ranking.

Medvedev também reconheceu que a parte mental pesou em seu último compromisso no circuito, quando caiu na estreia do Masters 1000 de Montréal diante do holandês Botic van de Zandschulp. “Uma coisa é saber que você não bateu bem o backhand, o forehand ou o saque. Outra é não estar mentalmente preparado para jogar e mostrar seu nível em quadra”, explicou.

O russo tenta mudar o cenário em Cincinnati, onde inicia uma experiência com Andrey Golubev. Ex-número 33 do mundo, o cazaque vai acompanhá-lo durante o Masters 1000 e também no US Open, evento que venceu em 2021.