Almaty (Cazaquistão) – O russo Daniil Medvedev defendeu as mudanças previstas pela ATP para o calendário do circuito, por considerar excessiva a possibilidade de disputar até 30 semanas de torneios por ano. Apesar das críticas de outros jogadores, o ex-número 1 do mundo apoia a proposta de dar mais importância aos Grand Slams e Masters 1000.
“Poderia dar uma resposta muito longa, mas serei breve. Sempre fui favorável a dar mais importância aos torneios maiores, porque a possibilidade de disputar até 30 semanas de torneios por ano não é o ideal”, afirmou Medvedev durante entrevista à imprensa em Almaty.
A ATP estuda mudanças no calendário e no ranking para 2028, além de medidas para aumentar a remuneração dos jogadores. Entre as propostas está o fim da possibilidade de substituir até três resultados mais fracos em Masters 1000 por campanhas melhores em torneios ATP 500 ou 250. A proposta também prevê uma distribuição de pontos que favoreça quem avançar às últimas rodadas dos grandes torneios.
“Creio que é uma boa notícia darmos mais importância aos Grand Slams e aos Masters 1000, disputarmos esses torneios e depois vermos como ficam os demais”, avaliou Medvedev.
Principal cabeça de chave do ATP 250 de Almaty, o russo defende o título conquistado no ano passado, quando encerrou um jejum de mais de dois anos sem troféus. Ele estreia nesta quinta-feira, por volta das 7h (de Brasília), diretamente nas oitavas de final, contra o japonês Sho Shimabukuro, 109º do mundo, no terceiro jogo da quadra central. O adversário avançou após derrotar o também russo Roman Safiullin por 6-7 (4-7), 6/4 e 6/4.
Na próxima semana, Medvedev está inscrito no ATP 500 de Viena, antes de competir no Masters 1000 de Paris, ambos no piso sintético coberto. Atual número 5 do mundo, ocupa o sexto lugar na corrida para Turim, com 3.420 pontos, apenas 120 atrás do italiano Flavio Cobolli. Campeão do ATP Finals em 2020, tenta voltar à competição depois de ficar fora da edição de 2025.
Medvedev explicou que a corrida por uma vaga em Turim não foi o único motivo para retornar ao Cazaquistão. “Minha mulher e eu decidimos voltar porque é um lugar fantástico para as crianças, tenho um compromisso com o torneio e não faria sentido deixar de jogar Almaty para disputar Viena. Teria de voltar para casa por apenas três dias. Sim, estou um pouco cansado, mas não é a primeira vez na carreira”, comentou.
