Cincinnati (EUA) – Natural de Cincinnati, Caty McNally reconhece que disputar o WTA 1000 diante de familiares e amigos traz uma pressão diferente, mas acredita ter aprendido a administrar melhor as emoções. Na estreia, enfrenta a compatriota McCartney Kessler, para quem perdeu justamente na segunda rodada do torneio em 2025.
“É sempre um lugar muito especial para voltar. Obviamente, conheço muitas pessoas aqui e, com o passar dos anos, aprendi a direcionar melhor minha atenção para aquilo em que preciso focar”, afirmou McNally durante entrevista coletiva.
A atual número 70 do mundo e ex-top 50 tenta recuperar terreno no circuito depois de enfrentar problemas físicos nas últimas temporadas. A atleta de apenas 24 anos admite que o envolvimento com pessoas próximas pode aumentar a pressão durante as duas semanas de competição.
“Para mim, é aceitar que haverá muito barulho externo, mas, conforme fui ficando mais velha, aprendi a encontrar as rotinas que funcionam melhor para conseguir manter o foco e fazer parecer que é apenas mais um torneio”, explicou.
McNally reconhece que a competição não é igual às demais. “Obviamente, significa mais para mim, mas acho que, quando você se concentra nessas coisas, isso não ajuda a jogar melhor. Só traz talvez mais tensão ou pressão para a situação. Então, tento encarar como qualquer outro torneio e aproveitar”, garantiu.
A norte-americana também espera aproveitar Cincinnati para encontrar ritmo antes do US Open, que começa no dia 30 de agosto. Ela caiu na terceira rodada do WTA 1000 de Toronto na semana passada, para a filipina Alexandra Eala. Antes, surpreendeu ao eliminar a tcheca Linda Noskova, campeã de Wimbledon.
“Estou tentando ganhar embalo e ter o máximo possível de partidas antes de Nova York. Esse é o objetivo. Conseguir jogar bastante aqui seria incrível e depois é seguir para o último Grand Slam. Passa rápido”, comentou McNally.
