Cincinnati (EUA) – Campeões em Montréal na semana passada e agora finalistas em Cincinnati, os gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos entram em quadra às 15h deste domingo em busca do segundo título consecutivo da parceria em Masters 1000. Eles enfrentam o alemão Constantin Frantzen, número 41 do mundo, e o holandês Robin Haase, 44º colocado, com transmissão ao vivo pelos canais ESPN e pela plataforma Disney+.

Será a sétima final de ATP da parceria, que soma quatro títulos e dois vice-campeonatos. Somente nesta temporada, Luz e Matos foram campeões em Buenos Aires, Santiago e Montréal, além de terem ficado com o vice em Houston e no Estoril. Eles também conquistaram o título de Bastad, em 2024.

Caso vençam Cincinnati neste domingo, os gaúchos igualarão um feito de Marcelo Melo no circuito de duplas. Em 2016, o mineiro conquistou a dobradinha Canadá e Cincinnati em sequência, ao lado do croata Ivan Dodig. A diferença é que Melo foi campeão em Toronto, enquanto Luz e Matos triunfaram em Montréal.

Um ano antes, em 2015, Melo já havia vencido dois Masters 1000 consecutivos, mas com parceiros diferentes. Em Xangai, levantou o troféu ao lado do sul-africano Raven Klaasen, enquanto em Paris triunfou com Dodig.

Ao todo, o mineiro de 42 anos conquistou nove títulos de nível Masters 1000 na carreira. Além dele e dos gaúchos, apenas Bruno Soares também foi campeão de torneios desse nível nas duplas pelo Brasil, com quatro conquistas. Uma delas, curiosamente, aconteceu em Cincinnati.

Orlandinho destaca desempenho no match-tiebreak da semi

Após a vitória por 6/4, 2/6 e 10-2 na semifinal diante do monegasco Hugo Nys e do francês Edouard Roger-Vasselin, Orlando Luz destacou o alto nível apresentado pelos brasileiros no match-tiebreak, retomando o controle da partida após a derrota no segundo set.

Depois de vencerem a primeira parcial, os gaúchos faziam um jogo equilibrado no início do segundo set, quando a partida foi suspensa pelo mau tempo. Na retomada, os adversários voltaram melhores, mas Luz e Matos mudaram a postura na série decisiva.

“Foi mais uma grande partida, contra uma dupla de altíssimo nível. A gente soube mudar o chip, no modo de jogar e na energia, para o super tiebreak, e isso foi essencial para a nossa vitória. Jogamos um super tiebreak impecável”, disse o tenista de 28 anos.

Orlandinho também falou sobre a sensação de disputar mais uma final de Masters 1000 e contou sobre a preparação para o duelo decisivo. “O sentimento de estar em outra final de Masters 1000, em duas semanas seguidas, é incrível. Já estamos no protocolo de sempre, nos preparando, descansando. É ter uma boa noite de sono, porque amanhã será mais um desafio. Falta um jogo para a gente conquistar mais um torneio, e a gente vai fazer tudo o que for possível pra levantar esse troféu aqui em Cincinnati.”