Felipe Priante
Do Rio de Janeiro, Especial para TenisBrasil
Encarregados de marcar o terceiro e decisivo ponto no duelo com a Suíça, os gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos destacaram a importância dos ajustes feitos na partida contra Jakub Paul e Dominic Stricker, deslanchando no segundo set depois de uma primeira parcial dura e decidida apenas no tiebreak.
“No segundo set, a gente tinha encaixado bem o jogo já, tinha entendido bem taticamente o que estava funcionando e o que não estava. Acho que foi isso que foi a diferença do primeiro para o segundo”, afirmou Matos na coletiva após a vitória.
Para Orlandinho, o jogo foi em alto nível e os suíços jogaram muito bem no primeiro set. “Eu não estava conseguindo devolver muito bem do lado esquerdo e estava demorando para a gente encaixar as devoluções do mesmo game, mas a nossa energia, acho que contou muito”, analisou.
“A gente começou o tiebreak da mesma maneira que começa todos os games, tentando focar no nosso e fazer bem feito. Acho que isso fez muita diferença, porque a gente fez um ponto no nosso saque, aí já pegou dois do saque deles e já abriu uma distância”, acrescentou Orlandinho.
Entrosamento foi fundamental
Parceria que está junta no circuito desde o começo da temporada, os gaúchos têm a seu favor não apenas o entrosamento no circuito, mas também o fato de se conhecerem desde criança.
“Conforme vão indo os torneios ao longo do ano, a gente fica cada vez mais entrosado, sabendo o que o outro vai fazer, o que o outro está sentindo”, ponderou Rafa.
“Nossas famílias são amigas, a gente mora na mesma cidade, se vê basicamente todo dia do ano, então acaba que, como o Rafa disse, a gente sabe muito bem o que um vai fazer na quadra. Essa sinceridade que a gente têm pode ajudar ali no momento decisivo”, complementou Luz.
Sétima melhor dupla da temporada, Matos e Luz passam mais alguns dias ainda no Brasil antes de viajarem para a China, onde disputam o ATP 500 de Pequim e o Masters 1000 de Xangai. Na sequência vão para os torneios indoor na Europa, ainda sem calendário definido.
Oncins foi importante para manter o foco
Depois de abrir 2 a 0 no primeiro dia, o capitão Jaime Oncins foi crucial para manter o foco da equipe e da dupla no sábado. “A gente vai dormir feliz e completamente entendendo a dimensão do nosso jogo, mas é muito melhor dormir com 2 a 0 do que 1 a 1, ou perdendo por 2 a 0”, observou Luz.
“O Jaime foi bem cirúrgico ontem quando acabou o dia. Ele disse para comemorarmos, mas na hora de ir para o hotel, ele falou que já era para virar a página e focar nos jogos de amanhã como se tivesse 0 a 0, como se nada tivesse acontecido”, acrescentou Matos.
Com a vitória dos dois, eles garantiram o triunfo brasileiro na série e acabaram impedindo o tão aguardado duelo entre João Fonseca e Stan Wawrinka, que estava marcado para o quarto jogo, mas que acabou não acontecendo já que ambos foram substituídos com o confronto já definido.
“Bom, a gente teve um pouquinho de culpa nisso, né”, brincou Orlandinho. “A gente começou bem confiante e acredito que os meninos fizeram um baita trabalho ontem.Foram duas viradas, deixaram completamente tudo na quadra, foi bonito de ver”, complementou.
Pucinelli leva virada de Bertola
Já não valendo muito, a quarta partida teve de um lado o paulista Matheus Pucinelli e do outro o suíço Remy Bertola, que substituíram respectivamente Fonseca e Wawrinka. E assim como aconteceu nos outros dois jogos de simples, também houve uma virada.
Pucinelli saiu na frente e venceu o primeiro set, mas o suíço se recuperou, venceu o segundo e depois garantiu a virada em um match-tiebreak, fechando a partida com o placar final de 3/6, 6/4 e 10-8, depois de 1h49 de embate.
