Nova York (EUA) – Marta Kostyuk está cada vez mais perto de alcançar pela primeira vez o top 10, uma das metas traçadas para a temporada. A ucraniana, porém, garante não estar pressionada pela possibilidade e diz pensar cada vez menos nos resultados.

Nesta quarta-feira, Kostyuk garantiu vaga na terceira rodada do US Open ao derrotar a norte-americana Sloane Stephens, campeã em 2017, por 6/1 e 7/5. No início do ano, ela havia colocado como objetivo terminar a temporada entre as dez melhores do mundo.

A cabeça de chave 11 terá pela frente quem passar do encontro entre a russa Ekaterina Alexandrova, 18ª favorita, e a australiana Kimberly Birrell. Elas duelam no complemento da programação desta quarta-feira.

Kostyuk comes through in ✌️

The No.11 seed defeats Stephens 6-1, 7-5. #USOpen | @marta_kostyuk pic.twitter.com/oeuqiTD2tA

— wta (@WTA) September 2, 2026

“Meu objetivo era terminar o ano no top 10, mas agora estou menos focada em resultados do que em qualquer outro momento da minha carreira. Tento apenas aproveitar o fato de estar jogando tênis, aproveitar que estou saudável e ver até onde consigo chegar”, assegurou Kostyuk.

A tenista de 24 anos disse que pretende aproveitar o bom momento antes de pensar no ranking. “Fora isso, quero aproveitar ao máximo. Acho que também chegou a hora, além das outras coisas nas quais venho trabalhando. Tentamos manter a consistência e tirar o melhor possível dos dias ruins”, avaliou.

Mais à vontade no piso sintético

Depois de boas campanhas em Roland Garros e Wimbledon, Kostyuk chega ao US Open mais à vontade na quadra. Ainda assim, prefere não pensar até onde pode avançar em Nova York. Ela vem de quartas de final em Cincinnati e fez oitavas no último Grand Slam da temporada em 2025.

“Com certeza penso diferente de Wimbledon. Lá eu estava tipo: ‘Por favor, só passe da primeira rodada’. Aqui, vou apenas jogo a jogo. Obviamente, me sinto mais confortável no piso sintético simplesmente porque jogamos muito mais nele”, explicou. Em Londres, a ucraniana parou nas semifinais, caindo para a eventual campeã, a tcheca Linda Noskova.

“Tento não focar em até onde posso chegar ou quais são as possibilidades. É um torneio muito longo e ainda há um longo caminho pela frente”, ponderou.

A ucraniana admite que a confiança está em alta, apesar de manter os pés no chão. “Talvez 5% ou 10% a mais do que o normal. Ainda tento ser muito, muito humilde. Todo mundo está jogando muito bem e cada partida é difícil”, afirmou.

Coragem nos momentos importantes

Kostyuk também comentou as dificuldades diante de Stephens. Depois de dominar o primeiro set, viu a norte-americana crescer na segunda parcial e chegou a salvar set-point antes de fechar em sets diretos.

“Acho que gostei de ter conseguido reagir. Ela jogou bem. Cometi alguns erros não forçados, mas ela começou a jogar melhor. Fiquei com set-point contra e não foi fácil”, admitiu.

Satisfeita, a tenista de Kiev considera que a ousadia foi fundamental. “Fiquei muito feliz por conseguir fechar no final. Fui corajosa, tentei buscar meus golpes. Acho que é isso que importa nos momentos importantes”, completou.

Contra uma tenista da casa, Kostyuk ainda teve de lidar com o apoio da torcida para Stephens e o barulho constante nas arquibancadas. Ela lembrou que havia treinado com Amanda Anisimova na Arthur Ashe na semana passada.

“Tive um bom treino na semana passada contra a Amanda na Ashe, porque é muito barulhento o tempo todo naquela quadra. Nos primeiros games, precisei me acostumar com aquele barulho constante. Depois ficou melhor. Nunca me incomodo quando as pessoas torcem para outra pessoa. É ótimo”, destacou Kostyuk.