Londres (Inglaterra) – O indiano Parikshit Somani tentou justificar um exame positivo para doping com uma refeição preparada por um familiar. A versão não convenceu o tribunal independente responsável pelo caso, que suspendeu o tenista de 26 anos por quatro anos, após detectar a presença de trimetazidina, substância proibida, em sua amostra.

A punição foi anunciada nesta quarta-feira pela Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA). Ex-número 256 do mundo nas duplas, Somani foi submetido ao exame em 31 de julho do ano passado, durante um challenger em Astana, no Cazaquistão, e estava suspenso provisoriamente desde setembro.

Antes de apresentar a versão da comida contaminada, o indiano procurou descobrir como a substância teria entrado em seu organismo. Com a ajuda de um programa de apoio da ITIA, enviou diversos produtos para análise em um laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (WADA), nos Estados Unidos. Nenhum deles continha trimetazidina.

Em fevereiro, Somani mudou sua linha de defesa. Alegou que um familiar teria contaminado acidentalmente sua comida com um medicamento durante o preparo de uma refeição. Essa foi a explicação apresentada na audiência de 19 de agosto.

Após ouvir os especialistas das duas partes, o tribunal classificou as hipóteses de contaminação alimentar como “cientificamente implausíveis”, “altamente especulativas” e “pouco convincentes”.

Como não comprovou a origem da substância, o indiano não conseguiu reduzir a punição. O período de suspensão provisória será descontado da pena, que termina em 22 de setembro de 2029.

Até lá, Somani não poderá disputar torneios, trabalhar como treinador ou sequer comparecer a eventos organizados ou reconhecidos pela ATP, WTA, torneios de Grand Slam e federações nacionais.