Felipe Priante
Do Rio de Janeiro, Especial para TenisBrasil
Após o primeiro dia do confronto com a Suíça pelo Grupo Mundial I da Copa Davis, o resultado de 2 a 0, com duas vitórias de virada, não poderia deixar de ser comemorado. Porém, para o capitão Jaime Oncins ainda não há nada garantido e o time precisa manter o foco para buscar o terceiro e decisivo ponto no sábado.
“Era esperado, foram jogos difíceis. Copa Davis é diferente, por isso é esperado essa emoção, essa dificuldade. Mas eu sempre tive uma confiança muito grande nos nossos jogadores. E eles conseguiram se manter no jogo o tempo todo, mesmo saindo de um set abaixo, e mostrando que realmente estão preparados para qualquer coisa”, disse Jaime.
“Fico contente com o resultado, sair com 2 a 0 no primeiro dia é muito importante, mas a gente ainda não garantiu nada. Então, tem muito caminho indo pra frente”, afirmou o cauteloso capitão brasileiro, destacando a importância de manter o foco até que o resultado esteja definido.
A série será retomada no sábado às 14h (horário de Brasília) com as partidas de duplas. Os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz vão enfrentar os suíços Dominic Stricker e Jakub Paul em busca do terceiro e decisivo ponto. Caso não venha, serão mais dois jogos de simples para tentar a vitória.
Heide avalia virada sobre Wawrinka
Depois da virada do carioca João Fonseca na abertura do confronto, o paulista Gustavo Heide repetiu a dose em uma partida contra um dos maiores nomes do circuito nos últimos anos, o suíço Stan Wawrinka. “Tive momentos muito difíceis durante o jogo. Ele é um grande jogador e em momentos de pressões ali sacava bem, jogava um ponto muito bom”, analisou,
“Com certeza, a torcida conseguiu me empurrar nesses momentos e me deu força pra conseguir sair com a vitória”, acrescentou Heide, que vive seu melhor momento e espera aproveitar o grande resultado para o futuro. “Isso me traz muita confiança para os torneios seguintes. É seguir fazendo ali o que eu venho trabalhando com minha equipe”, disse o paulista.
“Com certeza foi o maior jogo da minha carreira, jogar contra o Wawrinka é um honra, um sonho de criança. Desde que eu sou criança eu sempre acompanhei ele, sempre gostei muito dele, a maneira que ele joga. Então, com certeza foi um sonho realizado”, complementou o tenista de 24 anos e atual 123º do mundo.
Heide minimizou a fisgada que sentiu no segundo set, no final do segundo set e acredita que foi mais pela tensão do momento. Ele também falou sobre seus objetivos para o restante da temporada. “Quero conseguir entrar na chave do Australian Open. Essa é a meta para o fim do ano. E agora é seguir trabalhando para os próximos treinamentos”, finalizou.
