Montréal (Canadá) – Responsável pela eliminação de Alexander Zverev em sua estreia no Masters 1000 de Montréal, o holandês Tallon Griekspoor comentou sobre o grande número de surpresas na competição, com seis dos dez principais cabeças de chave já fora de ação logo de cara.

“Ultimamente parece mais tranquilo quando Jannik (Sinner) e Carlos (Alcaraz) não estão jogando, que o jogo está aberto para todos. Acho que Zverev soube aproveitar muito bem esse momento em Roland Garros e também em Wimbledon”, disse o ex-número 21 do mundo, e atual 69º do ranking.

“Então, eu acho que Jannik e Carlos estão acima dos demais. E você vê isso agora, com a ausência deles, abre espaço para outros jogadores. Mas ao mesmo tempo ainda há muitos bons jogadores pela frente”, comentou o holandês, que enfrentará o italiano Matteo Arnaldi na próxima fase.

Griekspoor acredita que o circuito da ATP está cada vez mais equilibrado. “Isso também demonstra a competitividade do tênis masculino atualmente. Basicamente, qualquer um pode vencer qualquer um”.

Em busca de uma explicação para o grande número de surpresas, o holandês acredita que sair avançado na chave, direto na segunda rodada, pode não ajudar muito. “Acho que eu mesmo já fui cabeça de chave nesses torneios, e não é fácil porque você sempre enfrenta alguém que já jogou uma partida, ou às vezes duas ou três, se ele passou pelo qualificatório”, ponderou.

“Então, nem sempre é uma vantagem ter essa folga na primeira rodada”, acrescentou o holandês após anotar sua terceira vitória contra um top 5. “Esta é uma das vitórias mais especiais que já tive”, disse Griekspoor, que chegou ao Canadá tendo vencido apenas uma das suas últimas oito partidas em torneios da ATP.

“Tive uma temporada muito difícil. Estive muito perto de desistir algumas vezes, mas tenho trabalhado cada vez mais duro ultimamente e alcancei um nível muito bom nos treinos nas últimas semanas. Senti que era apenas uma questão de tempo. Esta vitória é especial, principalmente contra um jogador como o Sascha”, finalizou.