Montréal (Canadá) – Classificado de forma inédita para as oitavas de final do Masters 1000 de Montréal, Tallon Griekspoor começa a deixar para trás um período bastante complicado na temporada. Embalado pela primeira sequência de três vitórias desde fevereiro, o holandês revelou ter enfrentado momentos difíceis nos últimos meses, dentro e fora das quadras.

Depois de surpreender o alemão Alexander Zverev, principal cabeça de chave, ainda na segunda rodada, Griekspoor reagiu para bater outro favorito, o italiano Matteo Arnaldi, por 3/6, 6/4 e 6/3. O número 69 do mundo reconheceu que não apresentou seu melhor tênis, mas valorizou a capacidade de encontrar soluções diante do 30º pré-classificado.

“Com certeza não ganhei muitas partidas nos últimos quatro ou cinco meses. Foram momentos difíceis. Baixei a cabeça e trabalhei duro nos últimos meses. O nível estava lá nos treinos e vinha melhorando cada vez mais. Era apenas uma questão de conseguir transferir isso para os jogos e estou feliz por estar conseguindo nesta semana”, afirmou.

Top defense takes Tallon to top 16 🛡️

Griekspoor overcomes mental battle and Arnaldi to get through!@Griekii #NBO26 pic.twitter.com/Iy2FOkPDY0

— Tennis TV (@TennisTV) August 7, 2026

Griekspoor também revelou ter enfrentado dificuldades longe das quadras. Sem entrar em detalhes sobre os problemas pessoais, o experiente atleta de 30 anos valorizou especialmente as duas vitórias de virada conquistadas no Canadá. Ele agora desafia o jovem espanhol Daniel Mérida, em duelo inédito.

“Estou muito orgulhoso, principalmente depois do último mês. Não ganhei muitas partidas e passei por momentos muito, muito difíceis, dentro e fora das quadras. Tentei pensar ponto a ponto. Foi longe de ser fácil, uma partida muito difícil para mim. Mas precisava encontrar um caminho e tudo o que importava era vencer”, destacou.

Com várias eliminações de favoritos em Montréal, Griekspoor avaliou as oportunidades criadas com o torneio mais aberto. “Para ser sincero, acho que fui eu mesmo quem abriu minha parte da chave. Não foi outra pessoa que abriu para mim, então acho que conquistei isso. Sei que sou capaz de vencer os melhores jogadores do mundo e gosto de desafiar esses caras”, garantiu.

O ex-número 21 do mundo ainda destacou o equilíbrio atual do circuito, embora considere Jannik Sinner e Carlos Alcaraz acima dos demais. “Para mim, Jannik e Carlos estão jogando em outro nível. Quando eles não estão, você vê o que acontece. Alguns outros caras também caíram, então tudo é possível para todo mundo”, ponderou.