Nova York (EUA) – Última classificada para as quartas de final do US Open, a norte-americana Coco Gauff saiu de quadra satisfeita com seu desempenho na vitória em sets diretos sobre a jovem compatriota Iva Jovic, gastando 1h32 para derrotar a rival de apenas 18 anos.
“A partida de hoje foi boa. O primeiro set foi de altíssimo nível e ela elevou o nível no segundo. Tive oportunidades de conseguir algumas quebras de serviço no início. Estamos todos muito felizes com a forma como consegui fechar o último game, saindo de 0-30”, disse.
Sempre que pressionada, Gauff tem encontrado respostas e demonstra segurança. “Acho que estou lidando bem com a situação, pois quando perco oportunidades ou alguns games, consigo deixar isso no passado e me concentrar no presente”, comentou a norte-americana.
“Acho que essa é a principal coisa. Não encaro como oportunidades perdidas, mas sim como oportunidades de melhoria e confio que estarei na mesma posição novamente”, acrescentou a atual número 4 do mundo, que nas quartas enfrentará a russa Mirra Andreeva.
Será a sexta vez que as duas irão duelar e mesmo que Gauff defenda a invencibilidade no confronto, ela sabe que terá um jogo duro pela frente. “É mais uma luta difícil. Mirra é alguém com quem sempre tenho lutas difíceis”, comentou a tenista de 22 anos.
“Tem pendido para o meu lado, mas acho que cada luta poderia ter ido para qualquer lado. Ela obviamente está com uma mentalidade diferente agora, no auge da sua carreira, depois de ter conquistado um Grand Slam”, complementou a tenista da casa.
Evolução no forehand e elogios a Jovic
O desempenho firme com o forehand tem chamado a atenção e Gauff acredita que seja fruto de uma melhor movimentação e muito treino. “Melhorar o jogo de pés na hora do golpe fez diferença. Sinto que no primeiro set eu estava acertando muito bem”, observou a norte-americana.
“Estou começando a executar muito bem nas partidas. Honestamente, sinto que é o que acontece quando você tem, talvez, uma fraqueza e com o passar dos anos todo mundo começa a explorá-la. Você não tem escolha a não ser melhorar”, acrescentou.
Gauff também comentou o carinho por Jovic e os elogios à compatriota. “Eu me lembro que quando eu tinha essa idade, cada derrota era muito triste e cada vitória era muito emocionante. Acho que há lições a serem aprendidas com as derrotas”, disse a número 4 do mundo.
“Então, acho importante que ela saiba que está jogando tênis em um bom nível, e acho que hoje as coisas simplesmente correram a meu favor. Às vezes, as experiências importam”, finalizou a tenista de 22 anos.
