Cincinnati (EUA) – A norte-americana Coco Gauff saiu do WTA 1000 de Cincinnati não apenas com o título, mas também confiante de que as mudanças em seu jogo já começam a dar frutos. Ela lembrou que não foi fácil administrar a pressão pela falta de resultados, mas se vê em um bom caminho às vésperas do US Open.
“Foi frustrante administrar meu jogo ultimamente por causa das mudanças que fiz, mas no fim decidi continuar acreditando no que conquistei e na tenista que sou e posso ser. Não acho que isso seja um indicador de que terei um bom desempenho no US Open. De qualquer forma, será difícil, mas me ajuda a perceber que posso alcançar meu melhor nível sendo mais agressiva em cada ponto”, disse Gauff.
A mudança de mentalidade para se isolar do ruído foi crucial para Gauff superar as dificuldades neste processo de ajustes. “Mudei muito minha mentalidade, aprendendo a me isolar do ruído da mídia que me cercou depois de não ter conquistado nenhum título este ano. Eu acreditava no processo em que estava inserida e acho que o ponto de virada foi depois de Roland Garros, quando percebi que, se continuasse trabalhando duro, os resultados viriam”.
“A gente ouve muita besteira quando estamos em fase ruim. Parte da experiência que adquiri foi aprender a me isolar disso, focar em mim mesma e tentar melhorar a cada dia. Aceitar meus momentos ruins e ser crítica comigo mesma, mas sem me autodestruir, fez toda a diferença para seguir em frente neste processo”, ponderou a campeã de Cincinnati.
Gauff garante estar mais confiante, tudo graças ao treinamento. “Estou transferindo o que faço nos treinos para as competições”, celebrou a norte-americana, que depois de vencer a compatriota Jessica Pegula com autoridade na final de Cincinnati, já pensa na disputa do US Open.
Empolgada com seu bom desempenho, Gauff prefere segurar as expectativas altas. “Não acho que isso seja um indicador de que vou me sair bem em Nova York. Vai ser difícil de qualquer maneira, mas me ajuda a perceber que posso atingir meu melhor nível sendo mais agressiva em todos os pontos. Acho que foi uma longa jornada, mas estou feliz. É como da água para o vinho se eu comparar o jogador que eu era no ano passado com o jogador que sou agora”.
