Cincinnati (EUA) – Ainda com dores no joelho, Taylor Fritz fez uma comparação com Rafael Nadal ao explicar sua postura diante dos problemas físicos. O norte-americano afirmou que prefere continuar competindo com desconforto desde que tenha a garantia de que não corre o risco de agravar a lesão.

“Se você sabe que não vai piorar a situação e que não vai prejudicar sua carreira fazendo isso, pensa: ‘Sim, por que não?’. Então, simplesmente tenta superar e fazer o melhor que puder”, afirmou Fritz durante coletiva no Masters 1000 de Cincinnati, com início nesta quinta-feira.

Atual oitavo colocado do ranking, o californiano sofre com tendinite no joelho direito. “Eu odeio desistir. Talvez não seja necessariamente desistir, porque provavelmente a coisa mais inteligente quando você está lesionado seja parar às vezes, mas para mim é difícil não sentir que estou desistindo”, garantiu.

Fritz explicou que as dores no joelho variam de intensidade e que médicos não consideram a situação grave, desde que ele tome precauções. “Às vezes, meu joelho fica pior. Isso não significa necessariamente que esteja agravando. Simplesmente fica mais irritado em alguns momentos. Disseram que isso pode acontecer e que não vai piorar. Se sinto que consigo continuar, não há necessidade de abandonar”, analisou o ex-top 4.

O norte-americano também admitiu que deveria ter interrompido sua última partida no Masters 1000 de Montréal. Fritz chegou ao Canadá pouco depois de conquistar o ATP 500 de Washington e sentiu o desgaste da sequência.

“Meu corpo não estava bem. Foi difícil sair de Washington e jogar logo depois. Durante Washington, me senti muito bem, mas depois senti que, mentalmente, sabia que o torneio havia terminado. Meu corpo simplesmente bateu no muro”, disse. No Canadá, ele caiu na estreia para o argentino Thiago Tirante em sets diretos.

Com tempo para se recuperar, Fritz assegura estar mais preparado para Cincinnati. Ele é o sexto pré-classificado e abre campanha contra o holandês Jesper de Jong ou o compatriota Alex Michelsen, a quem superou nas semifinais em Washington. O norte-americano, entretanto, comentou sobre os desafios do calendário.

“Acho que era mais fácil quando era uma semana, uma semana e depois duas semanas. Agora são três semanas seguidas sem parar. E, se você joga Washington, são quatro semanas. É muito tênis e uma mudança muito rápida quando você está jogando bem”, analisou.