E o pior dos quadros aconteceu. João Fonseca não conseguiu se recuperar para disputar o US Open e assim ficará ausente de seu primeiro Grand Slam desde que entrou no Australian Open do ano passado. Nas sete vezes que entrou em quadra, só perdeu uma vez na estreia e soma 12 vitórias em 19 partidas feitas.
A contusão no abdômen é definitivamente um problema delicado para o tenista. Mesmo a lesão mais leve exige um prazo de recuperação que pode chegar a um mês, já que é uma parte do corpo muito usada, seja para o saque ou para os golpes de base. Fonseca se machucou na segunda-feira da semana passada, quando treinava para disputar a terceira rodada de Cincinnati.
Agora, terá ao menos mais três semanas para total recuperação, porém já vira dúvida para o confronto da Copa Davis entre Brasil e Suíça, marcado para o Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de setembro. Embora não conheça ainda o quadro clínico, o capitão Jaime Oncins diz que o carioca não deve se apressar e por isso já trabalha com a hipótese de não contar com ele. Assim, o retorno ao circuito pode acontecer para o 500 de Tóquio, no dia 30 de setembro, seguido pelo Masters de Xangai.
Campeão juvenil em Nova York há três anos, Fonseca só conseguiu disputar a chave principal do US Open uma vez, no ano passado, quando chegou na segunda rodada. Em 2024, chegou na última rodada do quali. Ao menos, tem pouquíssimo a defender e assim muita chance de permanecer no top 30.
Com a queda de Gustavo Heide e Felipe Meligeni na primeira rodada do qualificatório nesta segunda-feira, Thiago Wild se torna a última esperança de o tênis masculino brasileiro aparecer nas chaves de simples do US Open. Caso contrário, retornaremos a 2018, última vez em que só houve representantes nacionais em Flushing Meadows nos torneios de duplas.
