Xangai (China) – Depois de conquistar o maior título da carreira neste domingo, no Masters 1000 de Xangai, Alejandro Davidovich Fokina admitiu que não esperava voltar ao alto nível tão rapidamente depois de sofrer uma lesão. O espanhol ficou dois meses sem jogar e não disputou o US Open por problemas nas costas. Agora, acumula dez vitórias seguidas em solo chinês, já que também venceu o ATP 250 de Chengdu, em setembro.
“Sou muito grato pela equipe que tenho. Eles me apoiam todos os dias há muitos anos, e esta temporada foi difícil. Além de ficar dois meses afastado, também precisei pular alguns torneios por causa de outras lesões. Não foi um ano fácil, e não consigo expressar em palavras o quanto sou grato a eles”, afirmou Fokina, que também citou o amigo Arthur Fils como inspiração para a retomada. “Ele perdeu muitos torneios neste ano e voltou mais forte, vencendo partidas. Isso me deu confiança: Se ele conseguiu, eu também conseguiria”.
Algoz de Alexander Zverev na semifinal do último sábado, Fokina venceu um duelo espanhol neste domingo contra Rafael Jódar por 1/6, 7/6 (7-5) e 6/4, em 2h27 de partida. Depois de perder o primeiro set, o jogador de 27 anos precisou reagir diante do bom nível do adversário. “Não tenho palavras agora. É um enorme alívio. Depois do primeiro set, tive que continuar tentando e lutando, como fiz em todas as partidas do torneio. No tie-break, voltei a acreditar em mim e tentei jogar cada bola. Ele estava jogando muito bem”, contou.
O espanhol também destacou a parte física como um fator importante na decisão. “No terceiro set, talvez eu estivesse um pouco melhor fisicamente. Ele é um jogador incrível, e foi muito difícil enfrentá-lo hoje.” Fokina reconheceu que começou a partida mais tenso e nervoso, enquanto Jódar encontrava espaços para atacar. “No primeiro set, eu não enxergava brechas para definir os pontos. Ele estava em todos os lugares. Mas continuei acreditando que poderia quebrar o saque dele. Sabia que também seria difícil para ele e que talvez cometesse alguns erros. Eu precisava estar presente em cada bola e fazê-lo correr. Minha principal arma foi conseguir manter o jogo físico. Era minha única chance”.
Este é o terceiro título de ATP na carreira de Fokina, que neste ano também havia vencido os torneios de Mallorca e Chengdu. O espanhol disputou sua oitava final no circuito e havia perdido as cinco primeiras, quatro delas no ano passado. Em Masters 1000, tinha um vice no saibro de Monte Carlo em 2022.
“Não consigo descrever o que alcancei nesta temporada na China. Nunca pensei que conquistaria dois títulos depois de ficar tanto tempo parado. Estou muito feliz. Minha equipe me incentivou muito quando eu estava em casa e sabia que eu poderia alcançar esse tipo de resultado. Eles acreditaram em mim, e sou muito grato por isso. Minha esposa também me apoiou todos os dias durante esses dois meses. Não é fácil”, disse.
Além do título, o espanhol garantiu o melhor ranking da carreira. Ele sobe 13 posições, do atual 26º lugar, e será o novo número 13 do mundo. Mesmo com a ascensão, prefere não pensar nos próximos torneios por enquanto. “Não quero pensar na próxima semana. Só quero comemorar com minha equipe e aproveitar este momento. Amanhã volto para casa, depois de passar um mês aqui sem ver minha família nem minha esposa. Quero ficar dois ou três dias sem pensar em tênis, apenas aproveitar”.
