Toronto (Canadá) – Leylah Fernandez sabe a responsabilidade que carrega como última representante do Canadá ainda viva no WTA 1000 de Toronto. Após derrubar Mirra Andreeva em sets diretos, para avançar às oitavas de final, a canhota destacou a força mental para conter a reação da russa e revelou que passou a enxergar de outra maneira a pressão de competir em casa.

Cabeça de chave 30 do evento, ela reconhece que as expectativas aumentam conforme segue adiante. Em busca de uma vaga nas quartas de final, ela vai desafiar a japonesa Naomi Osaka, com empate por 1 a 1 no confronto direto, ambos disputados no piso sintético.

A canadense, porém, considera que o apoio recebido nas arquibancadas tem servido muito mais como combustível do que como um peso. “Ouvir que sou a única canadense ainda no torneio traz um pouco de pressão, claro, mas também muito mais motivação, diversão e razões para continuar seguindo o caminho em que estou”, afirmou.

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Leylah Fernandez gets the crowd on their feet, as she defeats Andreeva 6-1, 6-4 to keep her dreams of a title on home soil alive!#NBO26 pic.twitter.com/1UhYZoxbSY

— wta (@WTA) August 7, 2026

A vice-campeã do US Open de 2021 também destacou uma mudança na forma de lidar com as emoções. A canadense revelou que durante muito tempo ouviu que deveria controlar ou evitar determinados sentimentos em quadra, mas atualmente procura aceitá-los e utilizá-los de maneira positiva.

“Jogar aqui me dá muita motivação e entusiasmo. Claro que existe nervosismo, mas estar nervosa significa que eu me importo. É algo que gosto de sentir. Durante muitos anos, muitas pessoas dizem que você não pode ficar chateada ou nervosa e acaba reprimindo essas coisas. Mas, na verdade, é apenas mais uma emoção que faz você se sentir viva. É preciso aceitar isso e usar a seu favor”, explicou.

Fernandez pontuou como a força mental foi importante diante de Andreeva, que tentou reagir no fim do segundo set. “Sabíamos desde o início que não seria simples. Mirra é uma lutadora. Está no top 5 e ganhou um Grand Slam (Roland Garros) por algum motivo. Ela não simplesmente entregaria a partida. Para mim, era continuar acreditando em mim mesma e usar a energia da minha equipe como motivação”, analisou.

A canadense também demonstrou confiança no aspecto físico para suportar as longas trocas de bola. “Fiz o trabalho necessário e sei que sou forte fisicamente. Consigo suportar longas trocas e partidas demoradas. Se forem necessárias 100 bolas para desgastar minha adversária, que assim seja”, garantiu.

Fernandez ainda elogiou a recente chegada de Eric Hechtman à equipe. Embora considere cedo para avaliar os resultados da parceria, ela destacou o trabalho conjunto do treinador com seu pai, Jorge Fernandez. A atleta de 23 anos disse que o objetivo não é modificar seu estilo, mas acrescentar novas alternativas ao jogo.