Newport (EUA) – Numa cerimônia que contou com a presença de dezenas de grandes estrelas do tênis masculino e feminino de diversas gerações, o suíço Roger Federer foi oficialmente integrado ao Hall da Fama do tênis internacional.
Sem esconder emoção ao iniciar o discurso oficial, logo depois da abertura feita pela esposa Mirka, o dono de 20 títulos de Grand Slam garantiu que “me colocar na história do esporte significa tudo para mim” e que esta “é uma das maiores honras” que recebi, mas enfatizou com um pequeno trocadilho: “”Fama nunca foi uma meta”.
Em seu longo pronunciamento, cheio de brincadeiras e com a presença de grande público que foi a Newport para o evento, Federer lembrou de quando foi pegador de bolas e de como a proximidade com os profissionais o inspirou a seguir carreira.
Destacou os “amigos que fiz durante as viagens” ao afirmar que o tênis não é um jogador porém um ecossistema e admite que, ao entrar no circuito, se considerava um tenista e não um autêntico atleta. “Sempre serei um fã do tênis”, afirmou.
A carreira de Federer começou em 1998 e se estendeu até 2022, forçado a aposentadoria devido a um problema crônico no joelho. Nesse longo período, venceu 1.251 partidas e 103 torneios e passou 310 semanas como líder do ranking, 237 delas consecutivas.
“O Museu do Hall da Fama diz que tem mais de 25 mil itens e agora eu estou entre eles”, brincou o suíço.
