Nova York (EUA) – Cada vez mais se consolidando entre as principais tenistas do circuito, vencendo neste ano seu primeiro título de WTA, a filipina Alexandra Eala estreou no US Open com uma firme vitória sobre a norte-americana Mary Stoiana, 122ª colocada e vinda do quali, cedendo apenas três games para a tenista da casa na noite de terça-feira.

“Estou muito feliz com o nível que apresentei hoje. Nunca é fácil, especialmente na primeira rodada de um torneio, e ainda mais no US Open. Acho que saquei muito bem. Preciso de um pouco mais de tempo para assimilar a partida, mas, como eu disse, sacar é simplesmente uma questão de esforço constante e trabalho contínuo para tentar melhorar”, analisou Eala.

Contente com o bom desempenho no saque, a filipnea espera continuar a melhorar porque saque que não terá moleza pela frente. Com expectativas boas para o torneio, ela sabe que precisa jogar em alto nível para ir longe em Flushing Meadows.

“Acho que o que eu quero deste torneio é jogar mais partidas no nível que sei que posso alcançar e que venho demonstrando nestas últimas semanas. Me preparei muito bem antes do torneio. Minha equipe fez o trabalho, eu fiz o trabalho. Hoje foi uma boa primeira partida. Consegui executar muitos pontos, ser agressiva e jogar o meu tênis”, comentou.

“Tudo o que posso fazer é entrar no próximo jogo com a mesma mentalidade que tive hoje, ou até melhor, do que tenho tido nestas últimas semanas, e tentar dar o meu melhor”, acrescentou a filipina, que na segunda rodada enfrentará a ucraniana Oleksandra Oliynikova.

Mudança de status como jogadora

Um ano após fazer sua estreia na chave principal do US Open, a tenista de 21 anos já desfruta de uma condição diferente, entrando na disputa como uma das cabeças de chave. Ela comparou as sensações da estreia em 2026 com a da temporada passada, quando surpreendeu a então 14ª favorita Clara Tauson na estreia.

“Foi uma sensação diferente, sem dúvida, mas eu não diria que uma situação foi mais difícil que a outra. Eram simplesmente circunstâncias diferentes. Foi a primeira vez que joguei em um dos estádios principais do US Open. Estava muito barulhento. Principalmente com o teto fechado. Isso contribui muito para a atmosfera, mas também é algo que você precisa saber administrar”, disse.

“Claro, chegar como atração principal depois de ter se saído muito bem na turnê americana traz uma sensação diferente. Obviamente, você fica um pouco mais confiante. Há um pouco mais de expectativa, mas acho que lidei bem com isso . Tenho lidado bem com a situação. Havia nervosismo, com certeza”, acrescentou a filipina.

Eala tenta deixar os holofotes um pouco de lado para se desconectar. “Acho que aprendi a me controlar muito bem internamente. Tento me manter focada e concentrada no que preciso prestar atenção. Independentemente de haver muita gente na arquibancada ou ninguém. Uma vez que as jogadoras entram nesse ritmo, o efeito de fatores externos diminui um pouco”.