Londres (Inglaterra) – A nova desistência de Jack Draper, desta vez às vésperas de estrear no ATP 500 de Washington, voltou a levantar dúvidas sobre a gravidade da lesão que tem prejudicado o britânico. O atual número 147 do mundo voltou a sentir dores no braço esquerdo, no mesmo local que o fez perder boa parte da temporada de 2025.

Em entrevista à BBC Sport, o especialista em medicina esportiva Amar Rangan, vice-presidente da Associação Britânica de Ortopedia, explicou que uma cirurgia não resolveria o problema.

De acordo com o médico, Draper sofre com um edema ósseo no úmero esquerdo, que provoca incômodos por conta das cargas geradas durante o saque. O britânico é canhoto e bate o backhand com as duas mãos, o que aumenta o estresse sobre a região afetada.

O ortopedista afirma que o problema consiste em microfraturas na parte interna do osso, causando dor e inflamação. “A única coisa que pode curar isso é o repouso absoluto. O corpo precisa cicatrizar e fortalecer o osso. A cirurgia causaria um novo trauma na região e não ajudaria”, assegurou Rangan.

Em 2025, Draper sequer entrou em quadra na segunda rodada do US Open e só voltou ao circuito em fevereiro. Após atingir as quartas de final de Indian Wells, com triunfo sobre Novak Djokovic, o britânico indicava estar recuperado.

Porém, logo no início da temporada europeia de saibro, abandonou na estreia em Barcelona com tendinite no joelho direito. Depois de novo período de recuperação, alcançou as semifinais de Eastbourne, mas, logo na sequência, desistiu de competir em Wimbledon.

A BBC apurou que os também britânicos Arthur Fery e Toby Samuel passaram por situações semelhantes nos últimos anos, sofrendo o mesmo tipo de edema ósseo. Ambos precisaram ficar vários meses afastados e relataram que só conseguiram voltar ao melhor nível após a completa cicatrização da lesão. Fery, por exemplo, recebeu convite para disputar Wimbledon e alcançou as semifinais no All England Club.