Santiago (Chile) – A Espanha confirmou o favoritismo e está de volta à fase final da Copa Davis. Os atuais vice-campeões ainda encerraram uma longa invencibilidade do Chile como mandante. Neste domingo, Pedro Martínez e Jaume Munar atropelaram Alejandro Tabilo e Tomás Barrios por implacáveis 6/0 e 6/3 em 78 minutos e marcaram o ponto que fechou o confronto por 3 a 0.

A derrota encerrou uma sequência que durava 15 anos. O Chile não perdia em casa pela Davis desde 2011 e acumulava 12 vitórias consecutivas como mandante. Desde que Nicolás Massú assumiu como capitão, em 2014, a equipe não sabia o que era perder diante de sua torcida.

Martínez e Munar entraram em quadra neste domingo precisando de apenas mais uma vitória para garantir a classificação e não deram qualquer chance aos anfitriões. A dupla espanhola começou arrasadora e aplicou um pneu no primeiro set, encaminhando rapidamente o triunfo no saibro do Court Central Anita Lizana.

A flawless opening set from Spain 🇪🇸

Jaume Munar and Pedro Martínez take it 6-0 in the doubles.#DavisCup pic.twitter.com/rMGocUY9D0

— Davis Cup (@DavisCup) September 20, 2026

A Espanha já havia construído grande vantagem no sábado, com duas vitórias de jovens estreantes na competição. Daniel Mérida abriu a série superando Alejandro Tabilo, 28º do mundo, de virada, por 5/7, 6/3 e 6/3, em 2h14.

Na sequência, Rafael Jódar teve atuação ainda mais dominante. Dois dias depois de completar 20 anos, o número 14 do mundo atropelou o experiente Cristian Garin por 6/0 e 6/2, em apenas 66 minutos, colocando os visitantes a um ponto da vaga.

O resultado deste fim de semana também manteve o retrospecto perfeito da Espanha diante do Chile na Davis. Os países haviam se enfrentado apenas duas vezes, em 1928 e 1965, ambas em Barcelona e com vitória dos espanhóis.

Atual vice-campeã, a Espanha entrou diretamente na segunda rodada do qualificatório. Agora, a equipe comandada por David Ferrer volta a Bolonha para disputar a fase final entre 24 e 29 de novembro, em busca do sétimo título da Copa Davis. Em 2025, a Armada perdeu a decisão para a Itália e celebrou uma conquista pela última vez em 2019.