Múrcia (Espanha) – Nesta sexta-feira, o espanhol Carlos Alcaraz completa quatro meses sem pisar em um torneio profissional. Sua última partida foi em 14 abril, na primeira rodada do ATP 500 de Barcelona, batendo o finlandês vindo do quali Otto Virtanen em sets diretos.

Logo após a partida, ele falou sobre um desconforto no braço direito, mas minimizou o problema naquele momento. “São incômodos que aparecem pelos poucos dias de recuperação, quando tudo vem muito seguido, em algum movimento que não é habitual. Tentei jogar mais relaxado no segundo set e funcionou”.

“Já tive dores assim antes, que nunca evoluíram para algo mais sério, e espero que continue assim. O fisioterapeuta fará uma avaliação, vou conversar com a equipe e ver o que acontece”, acrescentou o espanhol, que acabou não treinando no dia seguinte e depois desistiu do torneio.

O que aparentava ser um desconforto no punho direito acabou se revelando algo muito mais sério. A equipe de Alcaraz nunca entrou em detalhes sobre o problema, deixando no ar a gravidade da lesão.

Duas semanas após a desistência de Alcaraz em Barcelona, um especialista ouvido pela agência espanhola EFE afirmou que o tenista poderia perder o restante da temporada, numa previsão que na época pareceu exagerada para muitos, mas com o passar dos tempos vem se mostrando cada vez mais acertada.

Alcaraz não apenas perdeu todo o restante da temporada de saibro, como também não jogou na grama e ficou de fora de dois Grand Slam, desistindo de Roland Garros e Wimbledon. Ele espera voltar a tempo para jogar o US Open, mas ficou de fora dos dois Masters 1000 preparatórios.

Por causa disso, ainda há dúvidas se ele competirá em Nova York. A imprensa de Múrcia afirmou que sua equipe cogita disputar o ATP 250 de Winston-Salem na semana antes do US Open. Contudo, há quem aposte que ele só voltará nos torneios de quadras cobertas e aqueles que realmente apostam que só jogará de novo em 2026.