Toronto (Canadá) – Vivendo o melhor momento da carreira, Alexandra Eala comemorou não apenas a vitória na estreia do WTA 1000 de Toronto, mas também o crescimento da modalidade em seu país. A filipina, que conquistou na semana passada o título do WTA 500 de Washington, afirmou que o interesse pelo tênis aumentou tanto que já está difícil encontrar quadras disponíveis.
A jovem de 21 anos derrotou a norte-americana Alycia Parks por 6/1, 4/6 e 6/2 e destacou o apoio do público no Canadá. Embora a rotina intensa faça com que passe pouco tempo nas Filipinas, ela sabe que o país vive uma realidade diferente.
Embalada pela sexta vitória seguida, a número 20 do ranking mundial contou que recebe relatos frequentes sobre o aumento do número de praticantes e vê esse movimento também pelas redes sociais.
“Gostaria de poder voltar para casa com mais frequência, mas o circuito é muito exigente e viajo bastante. Sempre que retorno, percebo tudo de uma forma diferente. Pelo que me dizem, está muito difícil conseguir uma quadra hoje em dia. Vejo nas redes sociais pessoas de todas as idades jogando tênis e praticando esportes de raquete”, afirmou.
Eala também destacou o apoio recebido em Toronto, cidade que abriga uma das maiores comunidades filipinas fora do país. Ela disse ter se sentido em casa durante o triunfo sobre Parks, algo que já havia acontecido em Washington. A canhota enfrenta na terceira rodada outra representante dos Estados Unidos, Caty McNally, 70ª do ranking.
“Quero agradecer a todos. Toronto é uma cidade muito multicultural e foi muito bom jogar aqui pela primeira vez. Em quadra, me senti em casa com tantas pessoas torcendo por mim. Espero que tenham gostado do tênis e da atmosfera do torneio”, destacou.
A cabeça de chave 25 no Canadá ainda ressaltou a importância da realização do WTA 125 de Manila, disputado em janeiro, e espera que o torneio permaneça por muito tempo no calendário para inspirar novas gerações.
“Foi muito significativo disputar o primeiro torneio da WTA em casa e fazer parte desse momento. Quando crianças podem assistir a um torneio na própria cidade, elas criam memórias e passam a sonhar em jogar ali um dia. Espero que esses torneios em Manila possam representar isso para os jovens filipinos”, afirmou.
