Nova York (EUA) – As jovens Alexandra Eala e Iva Jovic surpreenderam o público no Arthur Ashe Stadium nesta quinta-feira no evento “Stars of the Open” formando dupla com seus respectivos pais em uma pequena disputa amistosa.

Alexandra Eala, de 21 anos, vive seu melhor momento na carreira, em 18º lugar no ranking mundial. A americana Iva Jovic, de 18, também alcançou neste mês sua melhor classificação na lista da WTA, o 14º lugar.

Também participaram do evento outros talentos da nova geração, o italiano Flavio Cobolli, nº 6 do mundo, que entrou no lugar de João Fonseca, o americano Learner Tien, 15º na lista da ATP, campeão do Next Gen do ano passado e com dois títulos de ATP.

A americana Amanda Anisimova e a ucraniana Marta Kostyuk foram as primeiras a entrar em ação. Fechando a programação, o francês Arthur Fils e o americano Alex Michelsen se enfrentaram. Também participou do evento o garoto Mouhamed Drame, de 12 anos, do programa Harlem Junior Tennis & Education.

As chaves principais de simples do US Open terão início no próximo domingo no USTA Billie Jean King National Tennis Center, localizado no complexo de Flushing Meadows, no distrito de Queens, em Nova York. As origens do torneio remontam a 1881 e, desde o início da Era Aberta em 1968, se transformou em um dos quatro grandes cenários do tênis mundial.

Bo Navarro, um agente esportivo radicado na Califórnia, que tem laços estreitos com as Filipinas devido à sua família e sua empresa, que orienta atletas filipinos. Ultimamente, Navarro tem testemunhado situações curiosas graças à ascensão de Eala: primos nas Filipinas, que não entendem nada de tênis, enviando mensagens perguntando se deveriam apostar nas partidas dela; sua mãe ficando acordada no meio da noite para assistir a um jogo de Eala; e um treinador de tênis ficando tão sobrecarregado de trabalho que chega a dar aulas até as 22 horas, conta Dan Wolken, do Yahoo Sports.

“A repercussão só cresce por onde ela passa”, disse Mary Joe Fernandez, ex-top 5 do ranking mundial e atual comentarista da ESPN. “O número de torcedores que vão vê-la — não apenas jogar, mas também treinar — é impressionante. A torcida faz barulho em todos os pontos. A cada ponto que ela conquista, dá a sensação de que ela ganhou algo muito maior do que apenas um ponto.”

É a “Febre Eala” que se nota por onde ela passa, sendo atração nos torneios e uma figura interessante para os negócios da WTA.

“Torneio após torneio, as coletivas de imprensa e os melhores momentos das partidas de Eala atraem números impressionantes de audiência via streaming, superando de longe os de jogadoras mais famosas mundialmente. Quando Eala eliminou a atual campeã Iga Świątek de Wimbledon no mês passado, o replay da partida completa foi assistido 998 mil vezes no YouTube. Para fins de comparação, o replay da partida do retorno de Serena Williams contra Maya Joint teve 122 mil visualizações”, destacou Wolken.

Na final de Washington, na qual Eala derrotou a número 3 Jessica Pegula e conquistou o maior título da carreira, o público estava tão claramente a favor dela que, já no terceiro set, parecia que Pegula, natural de Buffalo, preferiria estar em qualquer outro lugar. Na semana seguinte, o Canadian Open aproveitou o fenômeno Eala e abriu uma barraca de alimentação para servir “chicken adobo” e “lumpia”, pratos da cozinha filipina. “Foi algo sem precedentes”, disse o diretor do torneio, Karl Hale. “Nunca tínhamos visto nada parecido em Toronto. Todos os jogos dela tiveram ingressos esgotados.”

O evento todo teve quase três horas de duração.