Cincinnati (EUA) – O ex-top 4 segue em momento de baixa e não esconde a frustração após sofrer novo revés, desta vez na estreia do Masters 1000 de Cincinnati. Convidado pela organização, o britânico caiu para o jovem espanhol Martin Landaluce por 6/3 e 7/5. Em Montréal, ele também havia parado na primeira rodada, pelas mãos do francês Terence Atmane.
O canhoto busca encontrar respostas para tentar retornar aos melhores dias e condiciona a má fase aos inúmeros problemas físicos que atravessa desde a temporada passada. Atual número 143 do ranking mundial, ele reconheceu que precisa entregar mais em quadra.
“É a mesma coisa da semana passada. A maneira como normalmente consigo lutar por cada bola e me comportar em quadra simplesmente não está lá. Do ponto de vista interno, é um momento difícil para mim agora”, reconheceu Draper após nova eliminação precoce.
🔟 victorias en los ATP Masters 1000 🔝
🇪🇸 Martín Landaluce se enfrentará a Arnaldi en segunda ronda, tras batir a Draper.@CincyTennis | #CincyTennis https://t.co/QwVyLOG0rF pic.twitter.com/0wI2OgYrpB
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O atleta de 24 anos vem tentando recuperar a confiança depois de um longo período convivendo com problemas no braço e no ombro. Ele também sofreu uma lesão na perna direita durante a disputa do ATP 500 de Barcelona, que encerrou sua temporada no saibro europeu.
Além de alterações na biomecânica dos golpes, ele precisou fazer mudanças na raquete e na maneira de jogar, mas admite que os sucessivos contratempos acabaram cobrando um preço também no aspecto mental.
“Chegou a um ponto em que isso tirou provavelmente uma das minhas maiores qualidades, meu espírito de luta. Tento entrar em quadra, me estimular, buscar energia e continuar seguindo em frente, mas chega uma hora em que tudo isso começa a empurrar você para baixo”, explicou. Em Montréal, ele foi às lágrimas após cair em três sets e garantiu que estaria melhor para Cincinnati.
Draper também revelou que ainda convive com dores no braço e que simplesmente ficar afastado por alguns meses não resolveu o problema. O britânico entende que praticamente precisou começar de novo para encontrar uma maneira de competir sem comprometer o físico.
“Acho que é o cansaço na minha mente e no meu corpo depois de um longo período de contratempos, luta e isolamento, sempre tentando voltar. O tamanho da minha queda em relação ao que consegui no ano passado e a quantidade de coisas que estou tendo de mudar no meu tênis… Sim, a montanha parece muito, muito grande”, desabafou.
Draper agora volta as atenções para o US Open, torneio em que foi semifinalista em 2024 e sequer entrou em quadra na segunda rodada no ano passado, encerrando sua temporada. Na ocasião, ele já sofria com dores por conta de um edema ósseo.
Sem ranking suficiente para entrar diretamente na chave principal e sem ter mais direito ao ranking protegido, o britânico pode ter de disputar o qualificatório em Nova York caso não receba convite. Nas duplas mistas, ele foi confirmado para atuar ao lado da norte-americana Jessica Pegula.
