Paris (França) – Depois de vencer uma difícil partida de estreia no Masters 1000 de Paris, Novak Djokovic disse que já esperava por um duelo equilibrado com Valentin Vacherot. O sérvio destacou o bom momento do monegasco, 27º do ranking e vindo de título no ATP 500 da Basileia no último domingo.

“Eu esperava uma partida assim, para ser sincero, com pouquíssimas oportunidades de quebra. Ele tem um saque impressionante, muito forte tanto no primeiro quanto no segundo serviço”, avaliou Djokovic, em entrevista ainda na quadra, após vencer por 6/7 (5-7), 7/5 e 6/1.

“Durante um set e meio, tive dificuldade para fazer a leitura, e mesmo quando acertava a direção, a bola vinha com muita velocidade. É complicado enfrentar alguém assim, que não oferece muitas chances e coloca ainda mais pressão nos seus games de saque”, acrescentou o sérvio, que além de ter perdido o primeiro set, também saiu perdendo por 2/0 na segunda parcial.

“O terceiro set foi muito bom, mas também bastante desgastante fisicamente, com muitos ralis longos. Continuo aqui, resistindo e dando tudo o que posso, tentando encontrar meu melhor nível nos momentos importantes”, complementou o heptacampeão de Paris.

Djokovic já volta à quadra nesta quarta-feira pela segunda rodada. O ex-número 1 e atual 11º do ranking atua por volta das 11h (de Brasília) contra o australiano Rinky Hijikata, 83º colocado, a quem venceu nos dois duelos anteriores.

Ainda em busca de uma vaga no ATP Finals, o veterano de 39 anos também concedeu entrevista coletiva na última segunda-feira e falou sobre seu momento na temporada. Depois de conquistar o ATP 500 de Pequim no fim de setembro, Djokovic foi eliminado logo na estreia do Masters 1000 de Xangai e nas oitavas na Basileia. O sérvio explicou que, neste ano, sua prioridade passou a ser sentir-se bem em quadra, diante das dificuldades físicas que enfrentou.

“Os torneios do Grand Slam continuam sendo os mais importantes, para mim e para praticamente todos os jogadores. São os pilares históricos do nosso esporte, onde queremos jogar nosso melhor tênis e deixar nosso nome na história. Ainda quero fazer o melhor possível nesses torneios, mas também gostaria de jogar bem nas outras competições”, afirmou.

“Neste ano, meu foco mudou um pouco: passou a ser me sentir bem em quadra, mais do que necessariamente jogar bem. Na maioria dos torneios que disputei, tive muitas dificuldades físicas. Não foi uma questão de preparação ou de treinar o suficiente. Há muita gente que gosta de dar opiniões como se soubesse exatamente o que está acontecendo comigo, mas não sabe”.

O sérvio afirmou que tem se sentido melhor nas últimas semanas e acredita estar mais perto de resolver os problemas que enfrentou nos últimos 12 meses: “Quando me sinto melhor em quadra, meu desempenho e meu prazer também melhoram. Pequim foi minha melhor semana do ano, com exceção da Austrália. Acho que também joguei bem na Basileia. Foi uma partida equilibrada, que acabei perdendo, mas quero aproveitar as últimas semanas da temporada. O desempenho virá como consequência”, explicou.

Questionado sobre a importância de práticas como ioga, meditação e respiração consciente ao longo da carreira, Djokovic ressaltou que sempre buscou cuidar do corpo e da mente em conjunto.

“Venho de uma região do mundo onde essas práticas não são tão difundidas, mas sempre tive a mente aberta e vontade de aprender como isso poderia melhorar meus treinos e minha recuperação. Tive a sorte de encontrar, no início da carreira, pessoas que me mostraram a importância de cuidar de mim de maneira integral. Ainda pratico muitas dessas coisas e desenvolvi minhas próprias rotinas e hábitos, que me ajudam a me sentir melhor e a otimizar minha saúde”.