Nova York (EUA) – No documentário do Prime Video ‘Novak Djokovic: O Lobo no Inverno’, o astro do tênis sérvio falou longamente sobre um dos períodos mais turbulentos de sua carreira e relembra sua chegada à Austrália e sua subsequente deportação em 2022, num caso que o assombra mais de quatro anos depois, destaca o Eurosport em seu site em alemão.
“Tive uma experiência negativa há alguns anos. E ainda sinto certa amargura porque muitas pessoas ainda não a entendem. 99% das pessoas não sabem o que aconteceu naquela época. Acham que fui expulso da Austrália por não estar vacinado. Mas isso não é verdade”, disse Djokovic, que contesta particularmente a versão difundida.
Segundo seu relato, no entanto, ele atendia aos requisitos para uma isenção médica. “Eu não estava vacinado, mas tive Covid duas vezes nos seis meses anteriores e, portanto, era elegível. Recebi uma isenção”.
O então número 1 do mundo atraiu ainda mais atenção ao anunciar no Instagram: “Vou viajar para a Austrália com uma autorização especial”. Contudo, sua esposa Jelena havia o aconselhado a não fazer isso. “Ele deixou escapar. Foi um erro. Pareceu que ele estava se gabando”, contou ela.
Ao chegar em Melbourne, o sérvio foi parado por agentes de imigração e ficou retido na área de imigração. O que se seguiu foi uma longa batalha legal e política que durou dias. Um tribunal confirmou a revogação do seu visto e, na véspera do torneio, Djokovic foi deportado.
“Fui transformado em um inimigo maior do que jamais havia experimentado nos círculos do tênis. O mundo inteiro me via como um inimigo. Eu nunca disse que era a favor ou contra a vacinação. Até mesmo o movimento antivacina me declarou seu herói, mas eu nunca me juntei a nenhum movimento”, resumiu Djokovic.
