Basileia (Suíça) – Depois de 15 anos, o sérvio Novak Djokovic está de volta ao ATP 500 de Basileia. A mudança no calendário abriu espaço para disputar o torneio suíço, e as quadras cobertas podem ajudá-lo a reduzir o desgaste físico nesta reta final da temporada. Aos 39 anos, o ex-número 1 do mundo ainda busca uma vaga no ATP Finals de Turim e admite que não recuperou totalmente sua condição física.

“Faz muito tempo que não jogo em Basileia. O calendário mudou, o torneio na Arábia Saudita que eu deveria disputar foi adiado e aquela semana ficou livre. Estou jogando bem, me sentindo bem. Claro que ainda não estou no nível que gostaríamos, mas estarei competitivo em Basileia”, afirmou Djokovic em entrevista ao portal sérvio Sportal.

Dono de 24 títulos de Grand Slam, o sérvio acredita que as condições em Basileia podem facilitar sua participação. “Acho que será mais fácil fisicamente jogar em quadra coberta, porque não há calor, sol nem outros fatores externos que enfrento quando jogo ao ar livre. Isso será importante para mim e esperamos o melhor”, disse.

O veterano também falou sobre os problemas físicos enfrentados ao longo do ano e reconheceu que ainda não está totalmente recuperado. “Progredi bastante e estamos no caminho certo. Ainda não estou 100%, mas estou perto. Não vamos mais falar sobre isso”, declarou.

Estreia contra o canhoto Humbert

Convidado pela organização e cabeça de chave 4, Djokovic estreia na quarta-feira contra o francês Ugo Humbert, 38º do ranking. Será o segundo confronto entre eles. O sérvio venceu o único duelo anterior, nas oitavas de final de Wimbledon de 2019, por 6/3, 6/2 e 6/3.

O ex-líder do ranking chegou à Suíça no domingo e treinou com Stan Wawrinka, um de seus grandes rivais ao longo da carreira, que disputa seu último torneio como profissional. O ex-top 3 será homenageado nesta segunda-feira em Basileia.

Campeão do evento em 2009, quando derrotou Roger Federer na decisão, Djokovic também foi finalista em 2010, novamente diante do ídolo local. Sua última participação aconteceu em 2011, quando parou nas semifinais. Ao todo, soma 12 vitórias e duas derrotas no torneio.

Nole mira o Finals e projeta 2027

O sérvio conquistou seu 102º título no circuito no início de outubro, em Pequim, e tenta se aproximar de Federer, que encerrou a carreira com 103 troféus. Outro objetivo é garantir presença no ATP Finals, competição que não disputa desde 2023.

“Gostaria de ir a Turim este ano. Tenho uma chance, vamos ver”, afirmou o dono de sete títulos do Finals. Ele ocupa no momento a 11ª colocação na corrida da temporada.

Djokovic também respondeu às críticas sobre sua permanência no circuito e a intensidade dos treinamentos. “As pessoas gostam de criticar e julgar sem informações suficientes, mas estou acostumado com isso. Não presto atenção. Não são essas coisas que me irritam, existem outras muito maiores”, afirmou.

Sobre 2027, o sérvio confirmou que pretende disputar o Aberto da Austrália, mas ainda não definiu se jogará algum torneio preparatório. Também deixou para depois da temporada uma decisão sobre a continuidade da parceria com o treinador Viktor Troicki.