Amém ou odeiem, mas o último remanescente do Big 3, Novak Djokovic segue brilhando já perto de completar 40 anos. É um monstro das quadras e ainda assusta qualquer adversário. Sua perfomance na Ásia é digna de entrar para a história e dar um alento aos seus fieis torcedores de que ainda há muita água para correr debaixo da ponte.
Mesmo com dificuldades, especialmente nos Slams, sofrendo algumas derrotas prematuras, Novak é daqueles atletas de que a gente não pode desperdiçar qualquer oportunidade de vê-lo em ação. Lembro do US Open do ano passado em que participou de uma sessão noturna na Arthur Ashe e o clima da torcida era eletrizante. Todos sentindo a importância de viver um momento mágico e que pode acabar a qualquer momento (como nesse ano que perdeu muito cedo). Cheguei a gravar a eletrizante atmosfera na Ashe a espera da entrada do sérvio e foram imagens emocionantes. Uma curiosidade: como jornalista credenciado não posso mais mostrar, nem para mídias sociais, imagens de jogos, enquanto os influencers podem fazer a bagunça que se viu recentemente em Nova York.
Na China, Djokovic reviveu seus momentos mais gloriosos. Diante de Alexander Zverev teve uma atuação impecável. Contra Daniil Medvedev levou o russo a loucura, a ponto dele perder a cabeça e ser desqualificado. Na final, mesmo tendo vencido o primeiro set no tie-break poderia ter uma maratona pela frente. Mas o australiano Alex de Minaur sentiu uma lesão e teve de desistir da partida. Não foi do jeito que o sérvio gostaria de comemorar o título, mas manteve uma longa invencibilidade no torneio.
Difícil prever e até mesmo especular sobre o futuro de Novak Djokovic nas quadras. Os Slams parecem estar longe, mas jamais se pode esquecer de sua história no próximo torneio da série, o Aberto da Austrália. O sérvio, porém, deixou a certeza de que ainda há um lindo tênis para mostrar e que merece ser visto.
