Nova York (EUA) – Novak Djokovic e Aryna Sabalenka estão entre os 12 jogadores escolhidos para compor o novo conselho consultivo dos quatro Grand Slam. O grupo, formado por seis homens e seis mulheres, discutirá diretamente com os organizadores do Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open temas como premiação, calendário e condições de trabalho.

A lista foi divulgada pelo jornalista norte-americano Jon Wertheim e confirmada pela agência AFP. A princípio, a ausência de nomes como o espanhol Carlos Alcaraz, o italiano Jannik Sinner e a norte-americana Coco Gauff gerou estranheza após o anúncio.

A presença de Djokovic chama a atenção por seu histórico na defesa dos interesses dos atletas. O sérvio de 39 anos já presidiu o Conselho de Jogadores da ATP e ajudou a fundar, em 2020, a Associação de Tenistas Profissionais (PTPA), independente dos órgãos que administram os circuitos.

Anunciado em agosto, o novo conselho surge em meio às negociações por uma fatia maior das receitas dos Grand Slam. Uma das reivindicações dos jogadores é elevar essa participação para 22% até 2030, diante dos cerca de 15% recebidos anteriormente. Nesta temporada, alguns dos principais nomes da ATP e da WTA protestaram em Paris e Londres, reduzindo o tempo dedicado aos compromissos com a imprensa.

Os quatro torneios já aumentaram suas premiações, mas ainda há divergências sobre a divisão dos recursos. Os atletas também querem participar das discussões sobre o calendário, especialmente sobre a redução do número de eventos obrigatórios.

A definição dos representantes é mais um passo nas negociações, embora ainda não tenham sido divulgados o calendário de reuniões nem o poder que o grupo terá nas decisões dos organizadores. Durante o US Open, dirigentes dos quatro Grand Slam anunciaram que a iniciativa representava um avanço para promover melhores condições aos tenistas, sem desestruturar os maiores torneios do calendário.