Nova York (EUA) – Após sofrer uma eliminação inédita na estreia do US Open, perdendo para o argentino Mariano Navone em duelo de duas viradas na noite de domingo, o sérvio Novak Djokovic não poderia ter outro sentimento que a frustração. Ele encarou problemas físicos a partir do quarto set e não teve forças para avançar na competição.

“Acho que ficou óbvio que foi uma sensação horrível para mim na quadra. É algo que tenho carregado comigo, infelizmente, praticamente em todas as partidas deste ano. Vômito, ânsia de vômito, um problema sério. Aí meu corpo todo começa a desmoronar, basicamente com cãibras e dor”, lamentou o ex-número 1 do mundo.

“No final das contas, as costas e o ombro cederam e eu não consegui finalizar o movimento. Eu estava com uma quebra de vantagem no quarto set, mas tive dificuldades desde então. Novamente, não quero tirar o mérito da vitória dele. Parabéns para ele, que é um cara legal, um lutador. Mas eu não me diverti”, acrescentou o sérvio.

Foi tão difícil fisicamente para Djokovic (vomitando várias vezes), que admitiu ter considerado desistir da partida. “Sim, mas aí ganhei um set e depois o terceiro. Aí pensei: ‘Ok, talvez haja uma chance’. Não queria desistir no quarto ou quinto set, então queria terminar a partida”, afirmou o tenista de 39 anos.

A derrota na estreia em Nova York foi um choque, pois Djokovic jamais havia perdido sua primeira partida lá e não perdia um jogo assim em um torneio do Grand Slam desde o Australian Open de 2006. Sua única outra derrota na primeira rodada em um dos quatro principais torneios do circuito aconteceu também em Melbourne, em 2005.

“É um bom recorde, mais um. Mas não estou pensando muito nisso. Claro que sempre me orgulhei muito de todas as conquistas do passado, mas agora é agora. Agora o torneio acabou e ainda estou cuidando do meu corpo”, comentou o sérvio.

Mesmo perdendo por 1/3 no set decisivo, a torcida de Nova York tentou animar Djokovic. O tenista de 39 anos ficou visivelmente emocionado e se emocionou no momento. “Eles foram super legais. Sou muito grato por ter vivido isso. Quanto à partida em si e à minha sensação geral, tanto física quanto em relação ao meu jogo, não foi nada agradável”, disse o atual número 5 do mundo, que deixará o top 10 após o US Open.

“Praticamente detestei cada momento que passei na quadra por causa disso. Mas, da perspectiva da torcida e do apoio, foi incrível, sinceramente, desde o início. Eles tentaram me animar em momentos importantes, e lamento muito não ter jogado tão bem quanto deveria, poderia ou gostaria para eles. Mas o amor e a gratidão que me demonstraram no final realmente tocaram meu coração”, finalizou.