Montréal (Canadá) – A diretora do Masters 1000 de Montréal, a ex-profissional canadense Valérie Tétreault, cobrou mudanças no calendário da ATP após o torneio sofrer com várias desistências de peso nos últimos dias. Jannik Sinner e Novak Djokovic decidiram se poupar, devido ao curto intervalo até Cincinnati e o US Open.

Além do número 1 do mundo e do sérvio tetracampeão no Canadá, o espanhol Carlos Alcaraz está na fase final de recuperação de uma lesão no punho. Montréal ainda perdeu outros nomes importantes, como o cazaque Alexander Bublik, o espanhol Alejandro Davidovich Fokina, o tcheco Tomas Machac e o norte-americano Sebastian Korda.

Em comunicado oficial divulgado pelo Tennis Canada, a dirigente revelou que está em diálogo com a ATP para discutir ajustes no calendário. Tétreault disse compreender a decisão dos atletas, mas espera encontrar uma forma de evitar que situações semelhantes se repitam nas próximas edições. A competição começa no dia 2 de agosto e as chaves do quadro principal serão sorteadas nesta sexta-feira.

“Estamos obviamente muito decepcionados que Jannik e Novak não estejam em Montréal este ano, especialmente depois de também terem desistido do torneio do ano passado em Toronto. Respeitamos as decisões deles e entendemos que, com um calendário tão exigente, a saúde dos jogadores deve permanecer prioridade”, disse no comunicado oficial.

Na avaliação de Tétreault, a questão vai além das desistências desta edição e exige uma discussão mais ampla sobre o calendário. Ela destacou que as ausências impactam a organização do torneio e afetam diretamente a expectativa do público.

“A frequência dessas desistências de última hora nos últimos anos levanta uma questão mais ampla para o nosso esporte. Os Masters 1000 estão entre os principais torneios do circuito e os fãs esperam, com razão, ver os melhores jogadores competindo”, prosseguiu.

A executiva garantiu que está em busca de soluções. “Já estamos em discussões com a ATP para garantir que esse assunto receba séria consideração. Acreditamos firmemente que ajustes são necessários em um futuro próximo para proteger a integridade dos nossos Masters 1000, sem perder de vista a realidade enfrentada pelos jogadores”, afirmou.

Por sua vez, o CEO do Tennis Canada, Gavin Ziv, garantiu que a entidade pretende transformar esse diálogo em medidas concretas para fortalecer os torneios disputados no Canadá. “Como federação nacional e organizadora de um ATP Masters 1000, temos a responsabilidade de defender os interesses do tênis e dos torcedores”, afirmou o executivo.

“Abrimos um diálogo com a ATP para encontrar soluções que maximizem a participação dos melhores jogadores do mundo nos eventos obrigatórios. Estamos encorajados pela abertura demonstrada até agora e esperamos que essas discussões levem a mudanças concretas em um futuro próximo”, encerrou Gavin Ziv.