Montréal (Canadá) – A diretora do Masters 1000 de Montréal, Valérie Tétreault, reconheceu que o torneio precisa passar por mudanças urgentes nos próximos anos para não perder ainda mais espaço no circuito. A executiva reconheceu que as atuais instalações já estão defasadas e revelou que a ATP acompanha de perto a situação.
Tétreault revelou que um dirigente da ATP esteve em Montréal no início do torneio e se reuniu com a organização para discutir os planos a partir de 2028. A entidade recomendou que os canadenses enviem uma carta ao conselho da ATP para apresentar a situação antes das reuniões que acontecerão durante o US Open.
“Existe um senso de urgência. Realmente vemos que estamos ficando para trás e os dois circuitos estão nos dizendo a mesma coisa”, reconheceu a diretora. Ela fez referência também ao evento disputado em Toronto, que neste ano recebe o WTA 1000.
Um dos principais problemas de Montréal está na estrutura do complexo, que não conta com nenhuma quadra com teto retrátil. Particularmente nesta edição, o torneio foi afetado desde o início por conta da chuva e a programação foi severamente prejudicada.
Além disso, a ATP também vem cobrando melhorias na experiência oferecida ao público. Segundo a entidade que comanda o circuito masculino, é preciso proporcionar mais atrativos aos fãs.
Apesar das cobranças, Tétreault garante que a permanência de Montréal no circuito não está ameaçada neste momento. “Não há nenhum ultimato. O que eles querem são garantias de que estamos trabalhando para encontrar uma solução”, afirmou.
A principal alternativa estudada pelos organizadores é a construção de um novo estádio com teto retrátil, que poderia ser utilizado durante três estações do ano. Além do Masters 1000, a arena teria condições de receber outros eventos esportivos, incluindo confrontos de Copa Davis e da Billie Jean King Cup. A previsão mais otimista é que o projeto seja concluído apenas em 2032.
“Se tudo correr bem nos próximos meses e anos, o mais cedo que acreditamos que isso acontecerá será em 2032. Projetos dessa magnitude levam muito tempo. Por isso, quando falamos da urgência de agir, precisamos começar a trabalhar agora”, destacou Tétreault.
A organização de Montréal também tenta recuperar prestígio junto aos atletas, já que o calendário exigente acaba acarretando a desistência de grandes nomes. Jannik Sinner, atual número 1, e o sérvio Novak Djokovic, tetracampeão no Canadá, desistiram de jogar o evento para priorizar o Masters 1000 de Cincinnati.
