Nova York (EUA) – Ex-número 3 do mundo, o grego Stefanos Tsitsipas não vinha demonstrando um grande tênis nas últimas temporadas, mas nesse US Open epe conseguiu surpreender o francês Arthur Fils na estreia e venceu mais uma na última quarta-feira, batendo o sula-fricano Lloyd Harris em virada de quatro sets.

“No início, foi um pouco estranho devolver o saque dele, porque o movimento dele é muito diferente do saque do Fils. Levei um tempo para me adaptar. No começo, foi um pouco frustrante, porque eu sentia que não conseguia encontrar o tempo certo para rebater o saque dele”, comentou Tsitsipas.

“Demorei um pouco para me acostumar e tentei coisas diferentes. Esses testes me levaram a opções diferentes e a algumas soluções onde percebi que havia algo que eu poderia explorar. Havia algo valioso ali. Eu me mantive no jogo. Poderia ter sacado melhor, mas lutei bastante e isso foi o suficiente”, analisou o grego.

Chegando à terceira rodada do US Open pela primeira vez desde 2021, Tsitsipas garante que seu desempenho é o principal critério pelo qual avalia sua participação no torneio. “Eu defino sucesso através da evolução. Não se trata de um resultado específico”, comentou o atual número 53 do mundo.

“Se eu perceber que no meu próximo jogo elevei meu nível e aprimorei certos elementos, isso já me deixa feliz. O resultado em si é meio que secundário no momento. Estou mais focado, junto com a minha equipe, em como podemos realmente melhorar, mesmo com o único dia de treino que temos amanhã”, complementou o grego.

Agressividade para ir longe

Para ir mais longe desta vez no Grand Slam norte-americano, onde nunca passou da terceira rodada, ele sabe que precisará aumentar sua agressividade e evitar os momentos em que se torna mais passivo. “Tudo depende de se eu jogar de forma agressiva. Hoje, senti que houve momentos em que fui um pouco passivo”, analisou.

“No entanto, estou orgulhoso da minha vitória e da maneira como consegui encontrar soluções e vencer a partida. Só quero me ver jogando de forma mais agressiva. Quando vejo isso, ganho confiança e me dá a sensação de que posso incomodar mais meus adversários. É assim que eu penso. Só quero ver algo diferente no meu próximo jogo”, acrescentou o grego.

Backhand de uma mão

Tsitsipas também foi questionado sobre a possibilidade de não haver nenhum jogador com backhand de uma mão nas semifinais de um Grand Slam nesta temporada, caso nem ele nem o italiano Lorenzo Muzzetti consigam chegar ao quarto lugar do US Open.

“Está desaparecendo. Eu até disse isso para o Grigor (Dimitrov) outro dia. Você vê que a cada década que passa, estamos caindo cada vez mais. Somos como dinossauros sendo levados à extinção”, brincou o grego, que na próxima rodada medirá forças contra o tcheco Jiri Lehecka.