Washington (EUA) – Alex de Minaur e Cruz Hewitt disputarão seu primeiro confronto direto no circuito profissional nesta quinta-feira, no ATP 500 de Washington. De Minaur conhece Cruz, de 17 anos, filho do ex-número 1 do mundo Lleyton Hewitt, desde que ele era criança e viajava com o pai no circuito. O duelo desta quinta, válido pela segunda rodada, representará um “fechamento de ciclo” para o atual número 6 do mundo.

“Vai ser uma situação estranha”, disse De Minaur, após sua vitória na estreia contra Stefanos Tsitsipas. “Não dá para negar. Vi o Cruz crescer ao longo dos últimos 10 anos. Vi ele se tornar o homem que é hoje. Treinei com ele inúmeras vezes”, comentou.

“Nós dois chegamos aqui antes do início do torneio. Nos primeiros dias, treinamos juntos. Então, acho que vai ser uma sensação muito legal poder enfrentá-lo. Estou animado. Vai ser muito divertido. Ele conquistou seu espaço por mérito próprio. Ele tem jogado um tênis incrível, um tênis de gente grande. Vou precisar estar pronto e, espero, tornar a vida dele o mais difícil possível.”

Hewitt, número 612 do mundo, vice juvenil em Wimbledon no início do mês, passou pelo qualifying em Washington para garantir sua vaga na chave principal de um ATP pela primeira vez na carreira. Na terça, ele surpreendeu Marcos Giron ao vencer em sets diretos, sua primeira vitória no circuito profissional em torneio onde seu pai levantou o troféu em 2004.

A confirmação do confronto inédito foi classificada pelo jovem australiano com a realização de um sonho. “Ele é como um irmão mais velho para mim. Eu o conheço praticamente a vida toda, já ficou hospedado conosco, passamos o Natal juntos”, comentou após vencer Giron. “Enfrentá-lo e dividir a quadra com ele, que já me ensinou tanto, acredito, será uma lembrança muito bacana para nós dois.”

Para De Minaur, que frequentemente fala sobre a influência positiva de Lleyton Hewitt em sua própria carreira, o jovem está no caminho certo. “Acho que é preciso ter muito respeito por ele, porque definitivamente não é fácil ser filho de um ex-número 1 do mundo”, disse o atual campeão de Washington. “Desde que ele começou, desde que pegou a raquete e disputava torneios juvenis, a expectativa, os olhares e os holofotes já estavam voltados para ele. Não é fácil carregar esse tipo de peso no sobrenome. Acho que ele fez um trabalho incrível ao amadurecer, manter a cabeça no lugar e encontrar sua própria identidade como jogador, lidando muito bem com os holofotes e as expectativas. No fim das contas, ele está conquistando esses resultados por mérito próprio e mostrando que merece estar onde está.”