Osasco (SP) – Nos próximos dois dias, 126 jovens tenistas e 90 crianças de São Paulo e do Rio de Janeiro estarão em quadra para participar da 11ª edição da Copa dos Projetos Sociais de Tênis. O evento acontece na recém inaugurada sede do Instituto Próxima Geração, entidade criada e mantida pelo ex-profissional Mauro Menezes.
O evento foi criado em 2021 com o objetivo de proporcionar a crianças e adolescentes atendidos por diferentes projetos sociais a experiência de participar de uma competição e, ao longo desse período, realizou 10 etapas em diferentes sedes. “A proposta foi permitir aos alunos vivenciar a competição real do tênis, provocando intercâmbio, novas amizades e o aprendizado de conviver com vitórias e derrotas. Uma forma de ampliar horizontes”, destaca Menezes, que criou o IPG em outubro de 2018.
Ao longo desses cinco anos de existência da Copa, muitos participantes e campeões chegaram à faculdade, tornaram-se professores ou até mesmo bons jogadores. “O essencial é oferecer oportunidade, Um dos lemas principais dos projetos sociais é que talento existe em todos os lugares, mas nem sempre aparecem oportunidades”, enfatiza Douglas Santana, coordenador geral do IPG. “Mais do que resultados individuais, a ideia é mostrar à sociedade e ao meio empresarial todo o potencial dos projetos sociais, as inúmeras histórias que estão por trás de cada participante”.
“Queremos que mais empresas enxerguem esses jovens, conheçam seus sonhos e entendam que apoiar o esporte social é investir em educação, disciplina, respeito, convivência, perspectivas profissionais e transformação social”, afirmam os organizadores da Copa. “Quanto mais longe chegar a divulgação, permitirá que empresas e potenciais patrocinadores conheçam o trabalho realizado e percebam o impacto que seu investimento pode gerar na vida de crianças e adolescentes. Precisamos de visibilidade para continuar criando oportunidades”.
O IPG atua hoje em cinco diferentes núcleos e em quatro Estados diferentes. “A região metropolitana de São Paulo foi o ponto inicial do Instituto, onde adquirimos sem pressa e com cautela experiência para depois expandir o IPG para Salvador, Recife, Belo Horizonte e Monte Mor”, relata Menezes. “Tivemos o cuidado de escolher cada sede próxima a uma escola para facilitar o deslocamento, oferecemos material, alimentação e cursos gratuitos. São pequenos detalhes que fazem toda a diferença”.
