Londres (Inglaterra) – Suspensa no mês passado por se recusar a fazer um teste antidoping em dezembro de 2025, a tcheca Marketa Vondrousova teve suas mensagens privadas tornadas públicas pela Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) na divulgação dos detalhes do caso.
A situação que levou à uma suspensão por quatro anos começou às 20h do dia 3 de dezembro de 2025, quando o oficial de controle de dopagem chegou à residência de Vondrousova em Praga. Cinco minutos depois, ele teve a entrada negada através do interfone pela tcheca, que disse que precisava ligar para seu agente.
Ela então mandou uma mensagem para o namorado, Andrew Paulson, pelo WhatsApp dizendo: “Então, está tocando a campanhia aqui um idiota do doping”. Enquanto isso acontecia, o agente de Vondrousova ligou para a Associação de Tênis Feminino (WTA) para, segundo eles, verificar se os testes eram permitidos naquele momento.
O período de 60 minutos reservado pela tenista era às 7h da manhã. Porém os oficiais de controle antidoping têm permissão para realizar testes fora desse período. Segundo o relato do agente, uma segunda conversa pelo interfone ocorreu cinco minutos depois, e Vondrousova novamente disse para ela ir embora.
Cinco minutos depois, Vondrousova teria saído pela porta da frente para passear com seu cachorro, recusando-se novamente a fazer o teste antidoping e assinando um documento declarando que havia optado por não fornecer uma amostra.
Vondrousova se defendeu afirmando que o oficial não apresentou nenhuma identificação e que se sentiu “assustada” e “insegura” durante o ocorrido. Ela também afirmou que sua campainha tocou “oito, dez ou até quinze vezes”.
Nas horas seguintes à recusa do teste, Vondrousova tirou uma foto do agente e disse: “Todos os dias somos obrigados a ficar em casa por uma hora específica para o controle antidoping. Eu respeito essa regra. Hoje à noite, porém, um agente chegou às 20h15 e me disse que o horário que eu havia informado não importava e que eu precisava fazer o teste imediatamente”.
“Quando argumentei que estava fora do meu horário de teste e que isso era uma grave invasão de privacidade, me disseram: ‘Essa é a vida de um atleta profissional’”, disse a ex-número 6 do mundo, que também afirma que uma “reação aguda ao estresse” influenciou seu processo de tomada de decisão.
O tribunal declarou: “Esta é uma forma muito lamentável pela qual a jogadora tomou a decisão, no calor do momento, de recusar o controle antidoping, em um estado de estresse e ansiedade, com consequências significativas”. No entanto, foi determinado que ela não apresentou provas suficientes para justificar sua recusa em fazer o teste, e, portanto, foi aplicada a suspensão de quatro anos.
