Cincinnati (EUA) – Após superar a estreia com dura virada no Masters 1000 de Cincinnati, Matteo Berrettini fez um forte desabafo sobre a sequência de lesões que vem enfrentando nos últimos anos. O italiano bateu o francês Titouan Droguet por 3/6, 6/1 e 6/4 e voltou a falar sobre as dificuldades para confiar novamente no próprio corpo.
Na segunda rodada, Berrettini terá pela frente o tcheco Jiri Lehecka, cabeça de chave 9 do evento, em duelo inédito pelo circuito. Aos 30 anos e atual 42º do mundo, o italiano tenta ganhar sequência depois de cair logo na estreia em Montréal.
“Você precisa começar a confiar no seu corpo novamente. É algo que acontece aos poucos. Você testa todos os dias, vê como se sente e há dias bons e ruins. Não somos máquinas, não somos robôs”, afirmou Berrettini.
Ex-número 6 do mundo, Berrettini já enfrentou diferentes lesões nas últimas temporadas. Em Roland Garros, precisou abandonar nas quartas de final diante do compatriota Matteo Arnaldi. Na volta às quadras, demonstrou estar bem, ao atingir a terceira rodada em Wimbledon.
“Quando você se machuca, especialmente quando acontece muitas vezes, começa a pensar um pouco mais. Quando voltei a sacar depois da lesão abdominal, por exemplo, pensava: ‘Será que posso sacar com força?’. Você precisa testar o corpo e voltar a confiar nele”, pontuou.
O italiano também destacou o desgaste das constantes recuperações. “Às vezes, voltar consome mais energia do que jogar. Você precisa trabalhar muito, fazer fisioterapia, academia, tudo. E não está fazendo aquilo que ama, que é jogar tênis. Mentalmente também é difícil”, explicou.
Contra Droguet, Berrettini conseguiu mudar o rumo da partida depois do primeiro set. “Precisava encontrar a energia certa. Não queria ficar frustrado, mas faltava um pouco de ‘raiva’ para reagir”, relatou o italiano. Ele tem como melhores campanhas em Cincinnati as oitavas de final em 2020 e 2021, e não jogou no ano passado.
