Montréal (Canadá) – Última classificada para as quartas de final do WTA 1000 de Toronto, a suíça Belinda Bencic garantiu sua vaga ao bater a filipina Alexandra Eala na noite de domingo. Sua próxima rival será a norte-americana Coco Gauff, contra quem ostenta um retrospecto de apenas duas vitórias em oito partidas.
“Ela é uma grande campeã e é muito difícil jogar contra ela. Sinto que cheguei perto tantas vezes, mas sempre acabo perdendo no terceiro set”, disse Bencic já projetando seu duelo contra Gauff, que a venceu nos últimos quatro encontros, o mais recente deles em Wimbledon, levando a virada da norte-americana.
Curiosamente, cinco das seis vitórias de Gauff foram definidas no terceiro set. “É um verdadeiro desafio jogar contra ela, então estou animada para tentar de novo e talvez fazer algo um pouco diferente ou simplesmente desafiá-la mais uma vez”, comentou tenista de 29 anos.
Ao analisar a vitória sobre Eala, a suíça destacou a dificuldade em enfrentar alguém que vinha embalada após o título de Washington, “Ela joga muito bem. Tenho a impressão de que também gosta de bater cedo na bola, assim como eu. No segundo set, me senti muito bem com o meu jogo e tentei ser agressiva e pressioná-la”, comentou Bencic.
Duelos contra canhotas
O triunfo sobre Eala foi o 11º seguido de Bencic diante de uma oponente canhota. Embora tenha um retrospecto, com 51 vitórias em 70 partidas contra canhotas, ela revelou que não gosta de enfrentá-las. “É estranho para mim também, porque eu realmente detesto jogar contra canhotas”, disse a suíça.
“Simplesmente você fica desconfortável o jogo inteiro. Mas eu sinto que, como tenho um bom timing, consigo me adaptar. Acho que é a única coisa que consigo pensar. Porque eu realmente não gosto de jogar contra canhotas”, acrescentou Bencic, que pegou duas seguidas em Toronto.
Na rodada anterior, ela venceu Taylor Townsend, o que a ajudou para encarar Eala. “Acho que é um pouco mais complicado devolver contra canhotas, mas a devolução é talvez um dos meus maiores pontos fortes, então acho que isso ajudou. Também fico feliz por ter enfrentado uma canhota na rodada anterior”.
Busca pela melhor forma física
Já com seus 29 anos de idade, a suíça reconhece que precisa de mais tempo para se recuperar e confessou que o duelo com Townsend foi desgastante. “Obviamente me sinto mais cansada do que quando tinha 18 anos, com certeza. Agora, jogo uma partida difícil de três sets e quase sinto um desconforto no corpo. Mas não foi nada incomum”, ponderou.
“Sinto que ainda não estou no meu melhor condicionamento físico, porque tive alguns problemas depois de Wimbledon e não consegui treinar tanto quanto gostaria. Então, ainda acho que posso melhorar para o US Open”, observou a atual número 14 do mundo.
