Xangai (China) – O espanhol Carlos Alcaraz chega ao Masters 1000 de Xangai embalado após conquistar seu terceiro título do ano, no ATP 500 de Tóquio, e já está pronto para se testar novamente e espera fazer um final de temporada melhor do que tem feito nos últimos anos.
“Estou me sentindo mentalmente renovado, o que para mim é o mais importante. Estou pronto para encarar o desafio deste torneio. Se olharmos para alguns anos atrás, provavelmente esta fase da temporada, nunca foi a minha melhor”, disse Alcaraz na coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
“Neste momento, só quero estar em boa forma para este torneio, porque quero muito ganhar os torneios, este e os que tenho daqui a alguns meses, pelo menos um dia. Então, acho que isso me dá um impulso extra para o resto da temporada”, acrescentou o espanhol.
Ele ficou afastado quase cinco meses devido a uma lesão no punho, mas impressionou desde que retornou às quadras. Antes de conquistar o título em Tóquio, o número 3 do ranking da ATP chegou às quartas de final do US Open, onde foi derrotado por Ben Shelton.
Na estreia em Xangai, Alcaraz vai estrear contra o argentino Juan Manuel Cerundolo que derrotou o colombiano Nicolás Mejía, vindo do qualifying, com duplo 6/4. O espanhol nunca passou das quartas de final do torneio, mas está animado para voltar a competir na China, após ter ficado de fora da edição passada.
“Eu adoro vir aqui sempre que venho, porque acho que eles apreciam um bom tênis, as partidas, e cada vez que você caminha por aqui, é ótimo. As pessoas são super envolvidas”, disse o cabeça de chave número 2.
Conselhos para Rune
A própria experiência de Alcaraz ao retornar de uma lesão também deu ao espanhol uma perspectiva sobre o desafio que enfrenta o dinamarquês Holger Rune, que retornou recentemente após um período de 11 meses afastado das quadras, depois de sofrer uma lesão no tendão de Aquiles em Estocolmo, em outubro passado.
O tenista de 23 anos perdeu suas duas partidas de ATP desde a volta, em Tóquio e Xangai. Alcaraz, que treinou com Rune durante uma semana em Murcia, em agosto, ofereceu palavras de incentivo ao dinamarquês em Xangai.
“É um processo lento. A lesão que ele teve é realmente complicada, porque eu diria que a movimentação no tênis é praticamente tudo. Acho que o estilo dele se baseia na movimentação, em se movimentar bem na quadra e cobri-la o máximo possível”, disse o espanhol.
“Ele pode perder algumas partidas agora, mas pessoalmente estou muito feliz em vê-lo de volta à quadra. Ele veio a Murcia para treinar comigo por uma semana e vi que estava jogando bem. Agora é hora de entrar nos jogos, de pegar o ritmo da competição, o que é realmente muito importante. Desejo a ele tudo de bom”, finalizou Alcaraz.
