Pequim (China) – Com apenas 16 anos de idade, a chinesa Xinran Sun continua surpreendendo no WTA 1000 de Pequim. Número 1 do ranking juvenil, ela já soma duas vitórias no torneio e está na terceira rodada, entre as 32 sobreviventes da chave.
Depois de superar a alemã Eva Lys na estreia, Sun derrotou neste sábado a espanhola Cristina Bucsa, número 35 do mundo, por 6/4 e 7/5, e garantiu o maior resultado de sua ainda curta carreira. Apesar da diferença de ranking e experiência, a chinesa procurou não se deixar intimidar antes da partida. “Estou muito feliz. Antes do jogo, estava bastante nervosa porque ela tem um ranking melhor, mas não pensei muito nisso. Apenas me concentrei em cada ponto”, contou a jovem.
A postura da chinesa ajuda a explicar o desempenho que vem tendo em Pequim. Questionada sobre as duas vitórias contra adversárias que estão constantemente no top 100 (Lys é a 102ª colocada nesta semana), ela resumiu sua mentalidade com uma frase simples: “Quando estou em quadra, penso que não sou tão ruim e que não existe uma diferença tão grande”.
Sun também não demonstrou preocupação com o fato de ter se tornado a jogadora mais jovem desde 2014 a conquistar múltiplas vitórias em uma mesma edição de WTA 1000. Ela igualou uma marca que pertencia à russa Mirra Andreeva. “Não penso muito nisso. Sei qual é o meu tênis e confio em mim mesma para conseguir fazer essas coisas. Não sou pior que as outras”, afirmou.
Duelo contra Gauff na terceira rodada
O próximo desafio será ainda maior. Na terceira rodada, Xinran Sun terá pela frente a norte-americana Coco Gauff, cabeça de chave 3 e campeã do WTA 1000 de Pequim em 2024. “Ela é uma jogadora incrível e campeã de Grand Slam. Já assisti aos jogos dela pela televisão e estou muito animada por ter essa oportunidade graças ao meu próprio esforço”, disse a chinesa.
Campeã juvenil do US Open há poucas semanas, Sun vem construindo sua trajetória no tênis profissional com o apoio do programa de formação de Shenzhen, cidade onde cresceu. A estrutura conta com instalações, treinadores e uma equipe que acompanha seu desenvolvimento.
Apesar da ascensão repentina em Pequim, a chinesa mantém os pés no chão e vê o torneio principalmente como uma oportunidade de aprendizado. “Essa experiência pode melhorar o meu tênis”, afirmou.
