Nova York (EUA) – Amanda Anisimova aprendeu a identificar mais cedo os sinais de esgotamento e sabe quando precisa diminuir o ritmo durante a temporada. Aos 24 anos, a norte-americana alterou alguns hábitos, com o intuito de preservar a saúde mental.
A atual décima colocada do ranking mundial e vice-campeã do US Open afirmou que lida de outra forma com a rotina de treinos e períodos de descanso. Há três anos, ela precisou fazer uma pausa na carreira por conta de um burnout.
“Agora consigo perceber os sinais muito mais cedo. Quando começo a me sentir um pouco esgotada, sei quando preciso tirar alguns dias de folga”, revelou Anisimova em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
A norte-americana se afastou do circuito em maio de 2023 por tempo indeterminado, após cair na estreia em Madri. Na época, revelou que enfrentava um burnout desde 2022 e tinha dificuldades para se manter no circuito. Ela permaneceu cerca de oito meses fora de ação e retornou no início da temporada de 2024.
“Antes, eu sentia que precisava treinar o tempo todo. Agora sei que às vezes é preciso descansar. Acho que fiquei muito melhor em perceber quando preciso de uma pausa”, explicou a norte-americana.
Desde o retorno, Anisimova recuperou espaço entre as melhores do mundo. No ano passado, foi finalista em Wimbledon e no US Open, onde perdeu a decisão para a bielorrussa Aryna Sabalenka. Ela ainda terminou 2025 com uma semifinal no WTA Finals e iniciou a atual temporada como top 3.
Anisimova chega novamente com boas expectativas a Nova York, embora sem grandes resultados nos torneios do verão norte-americano. Recentemente, avançou às oitavas do WTA 1000 de Toronto e fez quartas em Cincinnati, também da série 1000.
